segunda-feira, junho 04, 2012

Sete Perguntas Comuns sobre o Islam

Bismi Lahi Arahmani Rahim! Queridos Irmão e Caríssimos leitores,

Temos recebido alguns comentários em nosso blogger de estudantes que recorre aos sites islâmicos para fazer seu trabalhos escolares. Ficamos bastante felizes com isso, uma vez que graças a Allah SW alguns iniciam sua fé islâmica exatamente na execução desses trabalhos. Jesus (AS) diz no Evangelho de João 8:32:" E conhecereis a verdade e a verdade vos Libertará". O Profeta Muhammad (SAAS) disse: "Caberá a todos os crentes (homens e mulheres) buscarem o conhecimento até o final de suas vidas". Façam bom uso dos nossos sites. E o que não encontrarem nos passe um e-mail (hamzaabdullah357@hotmail.com), que vamos correr atrás e procurar sanar todas as suas dúvidas. 

Como um dos principais questionamento é O que é o Islam? O que é Muçulmano? Hoje passamos um excelente artigo dividindo esses questionamentos em 7 (sete) perguntas. Isso com certeza irá facilitar o entendimento. Assalamu Aleikom wa Ramatulahi wa Baraketuhu (Que a paz, as bênçãos e a misericórdia de Allah estejam convosco).

1. O que é Islam?

Islam é o nome da religião, ou mais adequadamente do “modo de vida”, que Deus (Allah) revelou e que foi praticado por todos os Profetas e Mensageiros de Deus enviados para a humanidade. Até o nome se destaca como único entre as outras religiões na medida em que significa um estado de ser; não se refere a qualquer pessoa em particular, como Cristianismo, Budismo ou Zoroastrismo; uma tribo como Judaísmo ou uma nação como Hinduísmo. A palavra raiz árabe da qual Islã é derivada implica paz, segurança, saudação, proteção, irrepreensibilidade, salubridade, submissão, aceitação, rendição e salvação. Islã significa especificamente estar em estado de submissão a Deus, adorando somente a Ele e aceitando e obedecendo reverentemente Sua Lei. Através dessa submissão, são alcançados a paz, a segurança e o bem-estar completos implícitos em seu significado literal. Conseqüentemente, um muçulmano ou muçulmana é uma pessoa nesse estado de submissão. O Islã de uma pessoa enfraquece através de pecados, ignorância e transgressão e se torna nulo em sua totalidade pela associação de parceiros com Deus ou descrença Nele.

2. Quem são os Muçulmanos?

A palavra árabe “muçulmano” significa literalmente “alguém que está em estado de Islã (submissão à vontade e lei de Deus)”. A mensagem do Islã é para o mundo inteiro, e qualquer um que aceite essa mensagem se torna um muçulmano. Algumas pessoas acreditam equivocadamente que o Islã é apenas uma religião para árabes, mas nada poderia estar mais distante da verdade. Na verdade, mais de 80% dos muçulmanos do mundo não são árabes! Embora a maioria dos árabes seja muçulmano, existem árabes que são cristãos, judeus e ateus. Se dermos uma olhada nos vários povos que vivem no Mundo Muçulmano - da Nigéria a Bósnia e do Marrocos a Indonésia - é fácil ver que os muçulmanos vêm de raças, grupos étnicos, culturas e nacionalidades diferentes. O Islã sempre foi uma mensagem universal para todos os povos. Isso pode ser constatado pelo fato de que alguns dos primeiros companheiros do Profeta Muhammad não eram somente árabes, mas também persas, africanos e romanos bizantinos. Ser muçulmano implica aceitação completa e obediência ativa nos ensinamentos e leis revelados de Deus, o Exaltado. Um muçulmano é uma pessoa que aceita livremente basear suas crenças, valores e fé na vontade de Deus Todo-Poderoso. No passado, mesmo que não seja tão comum hoje em dia, a palavra “maometanos” era usada com frequência como rótulo para muçulmanos. Esse rótulo é incorreto e é resultado de distorção intencional ou pura ignorância. Uma das razões para a concepção errônea é que os europeus foram ensinados por séculos que os muçulmanos adoravam o Profeta Muhammad da mesma forma que os cristãos adoram Jesus. Isso não é verdade, uma vez que não é considerado muçulmano aquele que adora alguém ou algo ao lado de Deus, o Exaltado. 

Exemplo disso foi quando o Profeta Muhammad (SAAS) morreu algumas pessoas se desesperaram e tentaram reverenciá-lo de forma blasfêmica. Então seu fiel companheiro e Primeiro Califa (Sucessor) Abu Bakr, chamou-lhes a atenção e disse: "Adoradores de Muhammad, Muhammad está morto, Adoradores de Allah (Deus), Allah (Deus) vive e jamais morrerá".).

3. Quem é Allah?

Com freqüência ouve-se a palavra árabe “Allah” sendo usada em discussões relacionadas ao Islã. A palavra “Allah” é simplesmente a palavra árabe para Deus Todo-Poderoso e é a mesma palavra usada por muçulmanos, cristãos e judeus que falam árabe. De fato, a palavra Allah estava em uso muito antes de a palavra Deus passar a existir, uma vez que o português é uma língua relativamente nova. Se pegarmos uma tradução árabe da Bíblia, veremos a palavra “Allah” sendo usada onde a palavra “Deus” é usada em português. Por exemplo, cristãos que falam árabe dizem que Jesus é, de acordo com sua crença, o Filho de Allah. Além disso, a palavra árabe para o Todo-Poderoso, “Allah”, é muito semelhante à palavra para Deus em outros idiomas semitas. Por exemplo, a palavra hebraica para Deus é “Elah”. Por várias razões, alguns não-muçulmanos equivocadamente acreditam que os muçulmanos adoram um Deus diferente do Deus de Moisés e Abraão e Jesus. Esse com certeza não é o caso, uma vez que o monoteísmo puro do Islã conclama todas as pessoas a adorarem o Deus de Noé, Abraão, Moisés, Jesus e todos os outros profetas, que a paz esteja sobre eles.

4. Quem é Muhammad?

O último e final profeta que Deus enviou para a humanidade foi o Profeta Muhammad, que a misericórdia e bênçãos de Deus estejam sobre ele. Com a idade de quarenta anos, ele recebeu a revelação de Deus. Ele então passou o resto de sua vida explicando e vivenciando os ensinamentos do Islã, a religião que Deus lhe revelou. O Profeta Muhammad é o maior de todos os profetas por muitas razões, mas basicamente porque foi escolhido por Deus para ser o último profeta – cuja missão para guiar a humanidade continuaria até o Último Dia – e porque foi enviado como misericórdia para toda a humanidade. O resultado de sua missão trouxe mais pessoas à crença pura em um Deus Único do que qualquer outro profeta. Desde o início dos tempos, Deus enviou profetas para a terra, cada um para sua nação específica. O Profeta Muhammad, entretanto, foi enviado como mensageiro final para toda a humanidade.

Mesmo que outras comunidades religiosas reivindiquem acreditar em um Deus Único, com o passar do tempo algumas idéias corrompidas entraram em suas crenças e práticas, afastando-as do monoteísmo puro e sincero dos profetas. Algumas adotaram seus profetas e santos como intercessores junto a Deus Todo-Poderoso. Algumas até acreditaram que seus profetas eram manifestações de Deus ou “Deus Encarnado” ou o “Filho de Deus”. Todas essas concepções errôneas levam à adoração de seres criados ao invés do Criador e contribuíram para a prática idólatra de acreditar que Deus Todo-Poderoso pode ser abordado através de intermediários. De modo a prevenir essas falsidades, o Profeta Muhammad sempre enfatizava que era somente um ser humano com a missão de pregar e obedecer a mensagem de Deus. Ele ensinou os muçulmanos a se referirem a ele como “o mensageiro e servo de Deus”. Através de sua vida e ensinamentos, Deus fez de Muhammad o exemplo perfeito para todas as pessoas – ele foi o profeta exemplar, estadista, líder militar, governante, professor, vizinho, marido, pai e amigo. Ao contrário de outros profetas e mensageiros, o Profeta Muhammad viveu à luz plena da história e todos os seus ditos e atos foram meticulosamente registrados e coletados. Os muçulmanos não precisam ter mera “fé” que ele existiu, ou que seus ensinamentos estão preservados – eles sabem disso como fato. Deus Se encarregou de proteger a mensagem revelada a Muhammad da distorção ou de ser esquecida ou perdida. Isso foi necessário porque Deus prometeu que Muhammad era o mensageiro final para a humanidade. Todos os mensageiros de Deus pregaram a mensagem do Islã – ou seja, submissão à lei de Deus e a adoração somente de Deus – mas Muhammad é o último profeta do Islã que trouxe a mensagem final e completa que nunca será mudada até o Último Dia.

5. Quais são os ensinamentos do Islam?

A base da fé islâmica é a crença no monoteísmo absoluto (a Unicidade de Deus). Isso significa acreditar que existe somente um Criador e Sustentador de tudo no Universo e que nada é divino ou merecedor de ser adorado exceto Ele. Na verdade, acreditar na Unicidade de Deus significa muito mais que simplesmente acreditar que existe “Um Deus” – em oposição a dois, três ou quatro. Existem várias religiões que reivindicam crença em um “Deus Único” e acreditam que existe apenas um Criador e Sustentador do Universo, mas o verdadeiro monoteísmo é acreditar que somente a Verdadeira Deidade é para ser adorada, de acordo com a revelação que Ele enviou para Seu mensageiro. O Islã também rejeita o uso de todos os intermediários entre Deus e o homem e insiste que as pessoas se aproximem de Deus diretamente e reservem toda a adoração somente para Ele. Os muçulmanos acreditam que Deus Todo-Poderoso é Compassivo, Amoroso e Misericordioso.

Um equívoco comum é a alegação de que Deus não pode perdoar Suas criaturas diretamente. Ao enfatizar demais o fardo e a punição do pecado, assim como alegar que Deus não pode perdoar os humanos diretamente, as pessoas se desesperam da Misericórdia de Deus. Uma vez que se convencem de que não podem se aproximar de Deus diretamente, se voltam para falsos deuses em busca de ajuda, como heróis, líderes políticos, salvadores, santos e anjos. Com freqüência descobrimos que as pessoas que adoram, oram ou buscam intercessão dessas falsas deidades, não as consideram como um “deus”. Alegam crer em um Deus Único Supremo, mas que oram e adoram outros ao lado de Deus somente para ficarem mais próximas Dele. No Islã existe uma distinção clara entre o Criador e o criado. Não existe ambigüidade ou mistério em questões de divindade: qualquer coisa criada não merece ser adorada; somente Allah, o Criador, é merecedor de ser adorado. Algumas religiões crêem falsamente que Deus se tornou parte de Sua criação, e que deixou as pessoas acreditarem que podem adorar algo criado para alcançar seu Criador.

Os muçulmanos acreditam que embora Deus seja Único e Exaltado além de compreensão especulativa, Ele definitivamente não tem parceiros, associados, iguais, antagonistas ou descendência. De acordo com a crença islâmica, Allah “não gerou e nem foi gerado” – seja literal, alegórica, metafórica, física ou metafisicamente. Ele é absolutamente Único e Eterno. Está em controle de tudo e é perfeitamente capaz de conceder Sua misericórdia e perdão infinitos a quem Ele escolher. Por isso Allah também é chamado o Todo-Poderoso e Misericordiosíssimo. Allah criou o universo para o homem e como tal quer o melhor para todos os seres humanos. Os muçulmanos vêem tudo no universo como sinal da criação e benevolência do Deus Todo-Poderoso. E a crença na unicidade de Allah não é um conceito meramente metafísico. É uma crença dinâmica que afeta a visão de humanidade, sociedade e todos os aspectos da vida prática. Como um corolário lógico para a crença islâmica na unicidade de Allah, existe a crença na unicidade da humanidade.

6. O que é o Alcorão?

O Alcorão é a revelação final de Allah para toda a humanidade, que foi pronunciado por Allah o Exaltado e transmitido através do arcanjo Gabriel em árabe ao Profeta Muhammad em palavra e significado. O Alcorão foi então retransmitido aos companheiros do Profeta e eles diligentemente o memorizaram palavra por palavra e meticulosamente o compilaram em forma escrita. O Alcorão Sagrado tem sido recitado continuamente pelos companheiros do Profeta e seus sucessores até o dia presente. Em resumo, o Alcorão é o livro revelado de escritura divina de Allah para toda a humanidade, para sua orientação e salvação.

Hoje o Alcorão continua a ser memorizado e ensinado por milhões de pessoas. A língua do Alcorão, o árabe, continua a ser uma língua viva para milhões de pessoas. Ao contrário das escrituras de algumas religiões, o Alcorão continua a ser lido em sua língua original por milhões de pessoas. O Alcorão é um milagre vivo na língua árabe e é conhecido por seu estilo, forma e impacto espiritual inimitáveis, assim como o conhecimento único que contém. O Alcorão foi revelado em uma série de revelações ao profeta Muhammad ao longo de 23 anos. Em contraste aos livros de muitas outras religiões, sempre se acreditou que o Alcorão era a Palavra exata de Allah. O Alcorão foi recitado publicamente perante comunidades muçulmanas e não-muçulmanas durante a vida do profeta Muhammad e após sua morte. O Alcorão inteiro também foi completamente registrado durante a vida do profeta e vários companheiros dele memorizaram o Alcorão palavra por palavra como foi revelado. O Alcorão sempre esteve nas mãos de crentes comuns; sempre foi considerado a palavra de Deus e devido à memorização propagada, foi perfeitamente preservado. Nenhuma parte dele foi alterada ou decretada por qualquer concílio religioso. Os ensinamentos do Alcorão compreendem uma escritura universal dirigida para toda a humanidade e não para uma tribo em particular ou “povo escolhido”. A mensagem que ele traz não é nova e sim a mesma de todos os profetas: “submeter-se a Deus Todo-Poderoso e adorar somente a Ele, seguindo os mensageiros de Allah para o sucesso nessa vida e salvação na vida futura”. Dessa forma, a revelação de Allah no Alcorão foca em ensinar aos seres humanos a importância de acreditar na Unicidade de Deus e de enquadrar suas vidas com base na orientação que Ele enviou, que é articulada na Lei Islâmica. O Alcorão contém histórias dos profetas anteriores, como Abraão, Noé, Moisés e Jesus, que a paz esteja sobre todos eles, e também muitos mandamentos e proibições de Deus. Nos dias atuais, em que tantas pessoas são presas da dúvida, desespero espiritual e alienação social e política, os ensinamentos corânicos oferecem soluções para o vazio de nossas vidas e a desordem que domina o mundo hoje.

7. Como os muçulmanos vêem a natureza do homem, o propósito da vida e a vida futura?

No Alcorão Sagrado Allah ensina os seres humanos que foram criados para glorificá-Lo e adorá-Lo e que a base de toda adoração verdadeira é a consciência de Deus. Todas as criaturas de Allah O adoram naturalmente e somente os humanos têm o livre arbítrio para adorar Allah como seu Criador ou rejeitá-Lo. Esse é um grande teste, mas também uma grande honra. Uma vez que os ensinamentos do Islã abrangem todos os aspectos da vida e da ética, a consciência de Deus é encorajada em todos os assuntos humanos. O Islã deixa claro que todos os atos humanos são atos de adoração se forem feitos somente para agradar a Deus e de acordo com Sua Escritura e Lei Divinas. Dessa forma, a adoração no Islã não está limitada a rituais religiosos e por essa razão é mais adequadamente conhecida como um “modo de vida” do que uma religião. Os ensinamentos do Islã agem como misericórdia e cura para a alma humana e qualidades como humildade, sinceridade, paciência e caridade são fortemente encorajadas. Além disso, o Islam condena o orgulho e o auto-elogio, já que Deus Todo-Poderoso é o único juiz da virtude humana.

A visão islâmica da natureza do homem também é realista e bem equilibrada na medida em que seres humanos não são vistos como inerentemente pecadores, mas com capacidade igual para o bem e o mal; cabe a eles escolher. O Islã também ensina que a fé e a ação devem andar de mãos dadas. Deus deu às pessoas o livre arbítrio e a medida da fé são os atos e ações. Entretanto, como os seres humanos foram criados fracos e regularmente caem em pecado, precisam buscar orientação e arrependimento continuamente, o que é também, por si só, uma forma de adoração amada por Allah. Essa é a natureza do ser humano como criado por Deus em Sua Majestade e Sabedoria. Não é inerentemente “corrupta” ou precisando de reparos. O caminho do arrependimento está sempre aberto para todos. Deus Todo-Poderoso sabia que os humanos cometeriam erros, de modo que o verdadeiro teste é se arrependerão por seus pecados e tentarão evitá-los ou se preferirão uma vida de negligência e pecado, sabendo bem que não está agradando a Deus. O verdadeiro equilíbrio de uma vida islâmica é estabelecido através do temor saudável da punição justa de Allah para crimes e pecados, associado à crença sincera de que Allah, em Sua infinita misericórdia, tem prazer em conceder Sua recompensa pelos nossos bons atos e adoração sincera a Ele. Uma vida sem temor a Allah leva ao pecado e a desobediência, enquanto que a crença de que pecamos tanto que Deus não poderia nos perdoar só nos leva ao desespero. À luz desse fato, o Islã ensina que somente os desorientados se desesperam da misericórdia de seu Senhor, e somente os criminosos malvados são destituídos do temor a Allah, seu Criador e Juiz. O Alcorão Sagrado, como revelado ao profeta Muhammad, que a paz esteja sobre ele, também contém muitos ensinamentos sobre a vida após a morte e o Dia do Juízo. Os muçulmanos acreditam que todos os seres humanos serão no fim julgados por Allah, o Soberano e Juiz Absoluto, por suas crenças e ações em suas vidas terrenas. Ao julgar os seres humanos, Allah o Exaltado, será ao mesmo tempo absolutamente justo, ao punir somente os verdadeiramente culpados e criminosos rebeldes que não se arrependeram, e absolutamente misericordioso com aquelas pessoas que Ele, em Sua sabedoria, julgar merecedoras de misericórdia. Ninguém será julgado por algo acima de sua capacidade ou pelo que não fez. É suficiente dizer que o Islã ensina que a vida é um teste elaborado por Allah, o Criador, Todo-Poderoso e Sábio, e que todos os seres humanos serão responsabilizados perante Allah pelo que fizeram com suas vidas. Uma crença sincera na vida após a morte é a chave para levar uma vida moral e bem equilibrada. De outra forma, a vida é considerada com um fim em si mesma, o que faz com que as pessoas se tornem mais egoístas, materialistas e imorais na busca cega de prazer, às custas da razão e da ética. 
Fonte: Por Daniel Masters, Isma'il Kaka e Robert Squires (islamreligion.com).

Será que os Livros Sagrados, Alcorão e Bíblia Confirmam a Divindade atribuída a Jesus AS?

Cristãos e muçulmanos acreditam em Jesus, o amam e honram. Entretanto, estão divididos em relação à sua divindade.

Felizmente essa diferença pode ser resolvida se referirmos a questão tanto à Bíblia quanto ao Alcorão, porque tanto a Bíblia quanto o Alcorão ensinam que Jesus não é Deus.

Está claro o bastante para todos que o Alcorão nega a divindade de Jesus e, por essa razão, não precisamos despender muito tempo explicando isso.

Por outro lado, muitas pessoas não entendem a Bíblia. Sentem que a crença em Jesus como Deus é tão propagada que deve ter vindo da Bíblia. Esse artigo mostra de forma muito conclusiva que a Bíblia não ensina isso.

A Bíblia claramente ensina que Jesus não é Deus. Na Bíblia Deus é sempre outro além de Jesus.

Alguns dirão que algo que Jesus disse ou fez durante sua estada na terra prova que ele é Deus. Mostraremos que os discípulos nunca chegaram à conclusão de que Jesus é Deus. E aquelas foram pessoas que viveram e caminharam com Jesus e, portanto, sabiam em primeira mão o que ele disse e fez. Além disso, nos é dito em Atos dos apóstolos na Bíblia que os discípulos estavam sendo guiados pelo Espírito Santo. Se Jesus é Deus, certamente eles deviam saber. Mas não sabiam. Continuaram adorando o único e verdadeiro Deus que era adorado por Abraão, Moisés e Jesus (ver Atos 3:13).

Todos os escritores da Bíblia acreditavam que Deus não era Jesus. A ideia de que Jesus é Deus não se tornou parte da crença cristã até após a Bíblia ser escrita e muitos séculos se passaram até se tornar parte da fé dos cristãos.

Mateus, Marcos e Lucas, autores dos três primeiros evangelhos, acreditavam que Jesus não era Deus (ver Marcos 10:18 e Mateus 19:17). Acreditavam que ele era o filho de Deus no sentido de ser uma pessoa virtuosa. Muitos outros também são igualmente chamados filhos de Deus (ver Mateus 23:1-9).

Paulo, considerado o autor de treze ou quatorze cartas na Bíblia, também acreditava que Jesus não é Deus. Para Paulo Deus primeiro criou Jesus e então usou Jesus como agente para criar o resto da criação (ver Colossenses 1:15 e 1 Coríntios 8:6). Idéias semelhantes são encontradas na carta aos Hebreus e também no evangelho e cartas de João, compostos setenta anos depois de Jesus. Em todos esses escritos, entretanto, Jesus continua uma criatura de Deus e, como tal, para sempre subserviente a Deus (ver 1 Coríntios 15:28).

Porque Paulo, João e o autor de Hebreus acreditavam que Jesus foi a primeira criatura de Deus, parte do que escreveram mostra claramente que Jesus era um poderoso ser preexistente. Isso é com freqüência entendido de forma equivocada que ele deve ter sido Deus. Mas dizer que Jesus era Deus é ir contra o que esses mesmos autores escreveram. Embora esses autores tivessem essa crença posterior de que Jesus era superior que todas as criaturas, também acreditavam que ele continuava inferior a Deus. De fato, João cita Jesus dizendo: “... o Pai é maior que eu.” (João 14:28). E Paulo declara que a cabeça de toda mulher é seu marido, a cabeça de todo homem é Cristo e a cabeça de Cristo é Deus (ver 1 Coríntios 11:3).

Conseqüentemente, encontrar algo nesses escritos e alegar que ensinam que Jesus é Deus é utilizar e citar de forma errônea o que esses autores disseram. O que escreveram deve ser entendido no contexto de sua crença de que Jesus é uma criatura de Deus como eles disseram claramente.

Vemos então que alguns dos escritores posteriores tinham uma visão superior de Jesus, mas nenhum dos escritores da Bíblia acreditava que Jesus é Deus. A Bíblia ensina claramente que existe apenas um único Deus, o único a quem Jesus adorou (ver João 17:3).

No restante dos artigos exploraremos a Bíblia mais profundamente e lidaremos com as passagens que são citadas equivocadamente com mais freqüência como provas da divindade de Jesus. Mostraremos, com a ajuda de Deus, que não significam o que com freqüência são usadas para provar.

Atos dos Apóstolos

Jesus realizou muitos milagres e sem dúvida disse muitas coisas maravilhosas sobre si mesmo. Algumas pessoas usaram o que ele disse e fez como prova de que era Deus. Mas seus discípulos originais que viveram e caminharam com ele e testemunharam o que ele disse e fez, nunca chegaram a essa conclusão.

Os Atos dos Apóstolos na Bíblia detalha a atividade dos discípulos em um período de trinta anos após Jesus ser elevado aos céus. Ao longo desse período, eles nunca se referiram a Jesus como Deus. De forma contínua e consistente usam o título de Deus para se referir a outro e não a Jesus.

Pedro se levantou com os onze discípulos e se dirigiu à multidão dizendo:

“Homens de Israel, ouçam: Jesus de Nazaré era um homem aprovado por Deus entre vós por milagres, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis.” (Atos 2:22).

Era Deus, portanto, Quem realizava os milagres através de Jesus para convencer as pessoas de que Jesus era apoiado por Deus. Pedro não viu os milagres como prova de que Jesus é Deus.

De fato, a forma como Pedro se refere a Deus e a Jesus deixa claro que Jesus não é Deus. Porque ele sempre mantém o título de Deus distante de Jesus. Tome as seguintes referências, por exemplo:

“Deus elevou esse Jesus...” (Atos 2:32)

“Deus fez Jesus, que crucificastes, Senhor e Cristo.” (Atos 2:36)

Em ambas as passagens o título de Deus é distanciado de Jesus. Por que ele fez isso, se Jesus era Deus?

Para Pedro Jesus foi um servo de Deus. Pedro disse:

“Deus elevou seu servo...” (Atos 3:26)

O título de servo se refere a Jesus. Isso está claro da passagem anterior na qual Pedro declarou:

“O Deus de Abraão, Isaque e Jacó, o Deus de nossos antepassados, glorificou seu servo Jesus.” (Atos 3:13)

Pedro deve ter sabido que Abraão, Isaque e Jacó nunca falaram de um Deus trino. Sempre falaram de Deus como o único Deus. Aqui, como em Mateus 12:18, Jesus é o servo de Deus. Mateus nos diz que Jesus era o mesmo servo de Deus mencionado em Isaías 42:1. Então, de acordo com Mateus e Pedro, Jesus não é Deus, mas servo de Deus. O Velho Testamento diz repetidamente que Deus é único (por exemplo, Isaías 45:5)

Todos os discípulos de Jesus tinham essa opinião. Em Atos 4:24 nos é dito que os fiéis oravam a Deus dizendo:

“...eles elevaram suas vozes unanimemente em oração a Deus. ‘Senhor,’ eles disseram, ‘tu que fizestes os céus, a terra e o mar, e tudo que neles há.’”

Está claro que não estão orando para Jesus porque dois versos depois se referem a Jesus como

“...teu santo servo Jesus, ao qual ungiste.” (Atos 4:27).

Se Jesus era Deus, seus discípulos deviam ter dito isso claramente. Ao invés disso, continuaram pregando que Jesus era Cristo de Deus. Em Atos é dito:

“E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo.” (Atos 5:42)

A palavra grega “Cristo” é um título humano. Significa “ungido”. Se Jesus era Deus, porque os discípulos se referiam a ele continuamente com títulos humanos como servo e Cristo de Deus e usavam de forma consistente o título de Deus para alguém que ressuscitou Jesus? Temiam os homens? Não! Corajosamente pregavam a verdade sem temer aprisionamento ou morte. Quando confrontados pela oposição das autoridades, Pedro disse:

“Importa antes obedecer a Deus que aos homens. O Deus de nossos pais que ressuscitou Jesus...” (Atos 5:29-30)

Eles não estavam o Espírito Santo? Não! Eram apoiados pelo Espírito Santo (ver Atos 2:3, 4:8 e 5:32). Estavam simplesmente ensinando o que aprenderam de Jesus - que Jesus não era Deus, mas sim servo e Cristo de Deus.

O Alcorão confirma que Jesus era o Messias (Cristo) e que era servo de Deus, (ver Alcorão Sagrado 3:45 e 19:30)

Jesus não é Todo-Poderoso e não é Onisciente

Cristãos e muçulmanos concordam que Deus é Todo-Poderoso e Onisciente. Os evangelhos mostram que Jesus não era todo-poderoso e nem onisciente, já que teve algumas limitações.

Marcos nos diz em seu evangelho que Jesus foi incapaz de fazer qualquer obra poderosa em sua cidade exceto algumas poucas coisas: “Ele não podia fazer ali nenhum milagre, a não ser curar alguns enfermos, impondo-lhes as mãos.” (Marcos 6:5). Marcos nos diz que quando Jesus tentou curar um cego o homem não foi curado após a primeira tentativa, e Jesus tentou uma segunda vez (ver Marcos 8:22-26).

Sendo assim, embora tenhamos um grande amor e respeito por Jesus, precisamos entender que ele não era o Deus todo-poderoso.

O evangelho de Marcos também revela que Jesus tinha limitações em seu conhecimento. Em Marcos 13:32 Jesus declarou que não sabia quando seria o último dia, mas que somente o Pai sabia (ver também Mateus 24:36).

Conseqüentemente, Jesus não podia ter sido o Deus onisciente. Alguns dirão que Jesus sabia quando o último dia ocorreria, mas escolheu não dizer. Mas isso complica ainda mais a situação. Jesus podia ter dito que sabia, mas não queria dizer. Ao invés disso, disse que não sabia. Devemos acreditar nele. Jesus não mente.

O evangelho de Lucas também revela que Jesus tinha conhecimento limitado. Lucas diz que Jesus cresceu em sabedoria (Lucas 2:52). Em Hebreus também (Hebreus 5:8) lemos que Jesus aprendeu obediência. Mas o conhecimento e sabedoria de Deus são sempre perfeitos e Deus não aprende coisas novas. Ele sempre sabe tudo. Então, se Jesus aprendeu algo novo isso prova que ele não sabia tudo antes disso e, conseqüentemente, não era Deus.

Outro exemplo para o conhecimento limitado de Jesus é o episódio da figueira nos evangelhos. Marcos nos diz o seguinte: “E, no dia seguinte, quando saíram de Betânia, Jesus teve fome. E, vendo de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa; e, chegando a ela, não achou senão folhas, porque não era tempo de figos.” (Marcos 11:12-13).

É claro desses versos que o conhecimento de Jesus era limitado. Primeiro, ele não sabia que a árvore não tinha frutos. Segundo, não sabia que não era a estação para ter expectativa de encontrar figos nas árvores.

Ele podia se tornar Deus depois? Não! Porque existe apenas um Deus e Ele é Deus da eternidade até a eternidade (ver Salmos 90:2).

Algumas pessoas podem dizer que Jesus era Deus, mas tomou a forma de um servo e, conseqüentemente, ficou limitado. Bem, isso significaria que Deus mudou. Mas Deus não muda. Deus disse isso de acordo com Malaquias 3:6.

Jesus nunca foi Deus e nunca será. Na Bíblia Deus declara: “... antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.” (Isaías 43:10).

O Mandamento Mais Importante na Bíblia e no Alcorão

Alguns dirão que toda essa discussão sobre a divindade de Jesus é desnecessária. Dizem que o importante é aceitar Jesus como seu salvador pessoal. Ao contrário disso, os escritores da Bíblia enfatizaram que, para ser salvo, é necessário entender quem é Deus exatamente. A incapacidade de entender isso violaria o primeiro e mais importante de todos os mandamentos na Bíblia. Esse mandamento foi enfatizado por Jesus, que a paz esteja sobre ele, quando um professor da lei de Moisés lhe perguntou: “’De todos os mandamentos, qual é o mais importante?’ ‘O mais importante,’ respondeu Jesus, ‘é este: Ouve, ó Israel: o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças.’” (Marcos 12:28-30).

Note que Jesus cotou o primeiro mandamento do livro Deuteronômio 6:4-5. Jesus confirmou não somente que esse mandamento continua válido, mas também que é o mais importante de todos os mandamentos. Se Jesus achasse que era Deus, por que não disse? Ao invés disso, ele confirmou que Deus é único. O homem que questionou Jesus entendeu e o que o homem disse em seguida deixa claro que Jesus não é Deus, porque ele disse a Jesus: “’Muito bem, Mestre,’ respondeu o homem. ‘Com verdade disseste que Deus é um, e fora dele não há outro.’” (Marcos 12:32).

Agora, se Jesus era Deus, ele teria dito isso ao homem. Ao invés disso, deixou o homem se referir a Deus como alguém que não era Jesus e até constatou que o homem falava sabiamente: “E Jesus, vendo que havia respondido sabiamente, disse-lhe: ‘Não estás longe do reino de Deus.’” (Marcos 12:34). Se Jesus sabia que Deus é uma trindade, porque não disse? Por que não disse que Deus é um em três ou três em um? Ao invés disso, ele declarou que Deus é único. Imitadores verdadeiros de Jesus o imitarão também nessa declaração da unicidade de Deus. Não acrescentarão a palavra três onde Jesus nunca disse isso.

A salvação depende desse mandamento? Sim, diz a Bíblia! Jesus deixou claro quando um outro homem se aproximou dele para aprender (Marcos 10: 17-29). O homem caiu de joelhos e disse a Jesus: “Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?” Jesus respondeu: Por que me chamas bom? Ninguém é bom, exceto Deus.” (Marcos 10:17-18).

Ao dizê-lo, Jesus fez uma distinção clara entre si próprio e Deus. Então prosseguiu com a resposta à pergunta do homem sobre como obter salvação. Jesus lhe disse: “Se é que queres entrar na vida, guarda os mandamentos.” (Mateus 19:17, ver também Marcos 10:19).

Lembre que o mais importante de todos os mandamentos, de acordo com Jesus, é conhecer Deus como o único Deus. Jesus também enfatizou isso no evangelho de acordo com João. Em João 17:1, Jesus levantou seus olhos para os céus e orou, dirigindo-se a Deus como Pai. Então no verso três, falou a Deus: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem tu enviaste.” (João 17:3).

Isso prova acima de qualquer dúvida que se as pessoas querem obter a vida eterna devem conhecer o Único, Aquele para quem Jesus orou, o único e verdadeiro Deus, e devem conhecer Jesus como enviado pelo verdadeiro Deus. Alguns dizem que o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus. Mas Jesus disse que o Pai sozinho é o único e verdadeiro Deus. Os verdadeiros seguidores de Jesus o seguirão nisso também. Jesus tinha dito que seus verdadeiros seguidores são aqueles que se apegam aos seus ensinamentos. Ele disse: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos.” (João 8:31). Seu ensinamento é que as pessoas devem continuar a guardar os mandamentos, especialmente o primeiro mandamento, que enfatiza que Deus é único e que Deus deve ser amado de todo coração e com todas as forças. 

Amamos Jesus, mas não devemos amá-lo como Deus. Hoje muitos amam Jesus mais do que amam Deus. Isso é porque vêem Deus como uma pessoa vingativa que queria puni-los e Jesus como o salvador que os resgatou da ira de Deus. Entretanto, Deus é nosso único salvador. De acordo com Isaías 43:11, Deus disse: “Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há Salvador.” Deus também disse, de acordo com Isaías 45:21-22: “Porventura não sou eu, o SENHOR? Pois não há outro Deus senão eu; Deus justo e Salvador não há além de mim. Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro.”

O Alcorão confirma o primeiro mandamento e o dirige a toda a humanidade (ver Alcorão Sagrado 2:163). E Deus declara que os verdadeiros crentes O amam acima de tudo e de todos (Alcorão 2:165).

Paulo Acreditava que Jesus não era Deus

Em sua primeira carta a Timóteo, Paulo escreveu: “Conjuro-te diante de Deus, e de Cristo Jesus, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas,...” (1 Timóteo 5:21).

Está claro que o título de Deus não se aplica a Jesus Cristo, mas a outro. No capítulo seguinte, ele novamente diferencia entre Deus e Jesus quando diz: “Diante de Deus, que todas as coisas vivifica, e de Cristo Jesus, que perante Pôncio Pilatos deu o testemunho da boa confissão,...” (1 Timóteo 6:13).

Paulo prossegue falando da segunda vinda de Jesus: “a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo;… a qual Deus manifestará no tempo próprio...” (1 Timóteo 6:14-15).

De novo, o título de Deus é deliberadamente afastado de Jesus. Muitas pessoas acham que quando Jesus é chamado de “Senhor” na Bíblia isso significa “Deus”. Mas na Bíblia esse título significa mestre ou professor e pode ser usado para humanos (ver 1 Pedro 3:6).

O que é mais importante, entretanto, é notar o que Paulo disse sobre Deus na seguinte passagem, que mostra claramente que Jesus não é Deus: “aquele que possui, ele só, a imortalidade, e habita em luz inacessível; a quem nenhum dos homens tem visto nem pode ver; ao qual seja honra e poder sempiterno.” (1 Timóteo 6:15-16).

Paulo disse que somente Deus é imortal. Imortal significa que ele não morre. Cheque qualquer dicionário. Agora, quem quer que acredite que Jesus morreu não pode acreditar que Jesus é Deus. Tal crença seria contradizer o que Paulo disse aqui. Além disso, dizer que Deus morreu é uma blasfêmia contra Deus. Quem geriria o mundo se Deus morresse? Paulo acreditava que Deus não morre.

Paulo também disse naquela passagem que Deus habita em luz inacessível – que ninguém viu ou pode ver Deus. Paulo sabia que muitas milhares de pessoas tinham visto Jesus. Ainda assim Paulo disse que ninguém tinha visto Deus, porque estava certo que Jesus não era Deus. Foi por isso que Paulo continuou ensinando que Jesus não era Deus, mas era o Cristo (ver Atos 9:22 e 18:5).

Quando estava em Atenas, Paulo falou de Deus como “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens;” (Atos 17:24). Então identificou Jesus como “o homem que ele (ou seja, Deus) ordenou.” (Atos 17:31).

Claramente, para Paulo, Jesus não era Deus, e ele ficaria chocado em ver seus escritos usados para provar o oposto do que acreditava. Paulo até testemunhou em corte dizendo: “Admito que adoro o Deus de nossos pais...” (Atos 24:14).

Também disse que Jesus é o servo daquele deus, pelo que lemos em Atos: “O Deus de Abraão, Isak e Jacó, o Deus de nossos antepassados, glorificou seu servo Jesus.” (Atos 3:13).

Para Paulo, somente o Pai é Deus. Paulo disse que existe “um Deus e Pai de todos...” (Efésios 4:6). De novo Paulo disse: “... todavia para nós há um só Deus, o Pai,... e um só Senhor, Jesus Cristo...” (1 Coríntios 8:6).

A carta de Paulo aos Filipenses (Filipenses 2:6-11) é freqüentemente citada como prova que Jesus é Deus. Mas a mesma passagem mostra que Jesus não é Deus. Essa passagem tem que concordar com Isaías 45:22-24 na qual Deus disse que todo joelho deve se dobrar para Deus e toda língua deve confessar que virtude e força estão somente em Deus. Paulo estava consciente dessa passagem, porque a citou em Romanos 14:11. Sabendo disso, Paulo declarou: “Me ajoelho diante do Pai.” (Efésios 3:14).

A carta aos hebreus (Hebreus 1:6) diz que os anjos de Deus devem adorar o Filho. Mas essa passagem depende de Deuteronômio 32:43, na versão septuaginta do Velho Testamento. Essa frase não pode ser encontrada no Velho Testamento usado pelos cristãos hoje, e a versão septuaginta não é mais considerada válida pelos cristãos. Entretanto, mesmo a versão septuaginta não diz para adorar o Filho. Diz para deixar os anjos de Deus adorarem Deus. A Bíblia insiste que somente Deus deve ser adorado. “Quando o Senhor tinha feito um pacto com os israelitas, e lhes ordenara, dizendo: Não temereis outros deuses, nem vos inclinareis diante deles, nem os servireis, nem lhes oferecereis sacrifícios; Mas sim ao Senhor, que vos fez subir da terra do Egito com grande poder e com braço estendido, a ele temereis, a ele vos inclinareis, e a ele oferecereis sacrifícios. Quanto aos estatutos, às ordenanças, à lei, e ao mandamento, que para vós escreveu, a esses tereis cuidado de observar todos os dias; e não temereis outros deuses; e do pacto que fiz convosco não vos esquecereis. Não temereis outros deuses, mas ao Senhor vosso Deus temereis, e ele vos livrará das mãos de todos os vossos inimigos.” (2 Reis 17:35-39).

Jesus, que a paz esteja sobre ele, acreditava nisso porque também enfatizou em Lucas 4:8. E Jesus se prostrou em sua face e adorou Deus (ver Mateus 26:39). Paulo sabia que Jesus adorava Deus (ver Hebreus 5:7). Paulo ensinou que Jesus permanecerá para sempre subserviente a Deus (ver 1 Coríntios 15:28).

Evidência do Evangelho de João

O evangelho de João, o quarto evangelho, foi concluído com sua forma presente setenta anos após Jesus ser elevado aos céus. Esse evangelho em sua forma final diz mais uma coisa sobre Jesus que era desconhecida dos três evangelhos anteriores – que Jesus era o Verbo de Deus. João quer dizer que Jesus foi o agente através do qual Deus criou tudo. Isso com freqüência é mal interpretado como significando que Jesus era o próprio Deus. Mas João estava dizendo, como Paulo já havia dito, que Jesus foi a primeira criatura de Deus. No Apocalipse na Bíblia, encontramos que Jesus é: “o começo da criação de Deus” (Apocalipse 3:14; ver também 1 Coríntios 8:6 e Colossenses 1:15).

Quem diz que o Verbo de Deus é uma pessoa distinta de Deus deve também admitir que o Verbo foi criado, porque o Verbo fala na Bíblia: “O Senhor me criou como a primeira das suas obras...” (Provérbios 8:22).

Esse evangelho, entretanto, ensina claramente que Jesus não é Deus. Se não continuasse esse ensinamento, contradiria os outros três evangelhos e também as cartas de Paulo que claramente estabelecem que Jesus não é Deus. Encontramos aqui que Jesus não era igual com o Pai, porque Jesus disse: “... o Pai é maior que eu.” (João 14:28).

As pessoas esquecem disso e dizem que Jesus é igual ao Pai. Em quem devemos acreditar – em Jesus ou nas pessoas? Muçulmanos e cristãos concordam que Deus é auto-existente. Isso significa que Ele não deriva Sua existência de ninguém. Ainda assim João nos diz que a existência de Jesus foi causada pelo Pai. Jesus disse nesse evangelho: “... eu vivo por causa do Pai…” (João 6:57).

João nos diz que Jesus não pode fazer nada sozinho quando cita Jesus dizendo: “Não posso de mim mesmo fazer coisa alguma...” (João 5:30). Isso está acordo com o que aprendemos sobre Jesus dos outros evangelhos. Em Marcos, por exemplo, aprendemos que Jesus realizou milagres através de um poder que não estava em seu controle. Isso fica especialmente claro no episódio em que uma mulher é curada de sua hemorragia incurável. A mulher veio por trás dele e tocou seu manto, e ela foi imediatamente curada. Mas Jesus não tinha ideia de quem o tocou. Marcos descreve as ações de Jesus: “E logo Jesus, percebendo em si mesmo que saíra dele poder, virou-se no meio da multidão e perguntou, ‘Quem me tocou as vestes?’” (Marcos 5:30). Seus discípulos não puderam fornecer uma resposta satisfatória, então Marcos nos conta: “Mas ele olhava em redor para ver a que isto fizera.” (Marcos 5:32). Isso mostra que o poder que curou a mulher não estava dentro do controle de Jesus. Ele sabia que o poder tinha saído dele, mas não sabia para onde tinha ido. Algum outro ser inteligente tinha que guiar aquele poder para a mulher que precisava ser curada. Deus foi aquele ser inteligente.

Não é de admirar, então, que em Atos dos apóstolos lemos que foi Deus quem fez os milagres através de Jesus (Atos 2:22).

Deus fez milagres extraordinários através de outros também, mas isso não faz dos outros Deus (ver Atos 19:11). Por que, então, Jesus é tomado como Deus? Até quando Jesus ressuscitou seu amigo Lázaro dos mortos, teve que pedir a Deus para fazê-lo. A irmã de Lázaro, Marta, sabia disso porque disse a Jesus: “E mesmo agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá.” (João 11:22).

Marta sabia que Jesus não era Deus, e João que relatou essa aprovação sabia disso também. Jesus tinha um Deus, porque quando foi elevado aos céus, disse: “...eu subo para meu Pai e vosso Pai, para meu Deus e vosso Deus.” (João 20:17).

João estava certo que ninguém tinha visto Deus, embora soubesse que muitas pessoas tinham visto Jesus (ver João 1:18 e 1 João 4:12). De fato, o próprio Jesus disse às multidões que nunca tinham visto o Pai, nem ouviram a voz do Pai (João 5:37). Note que se Jesus era o Pai, sua declaração aqui teria sido falsa. Quem é o único Deus no evangelho de João? Somente o Pai.

Jesus testemunhou isso quando declarou que o Deus dos judeus é o Pai (João 8:54). Jesus também confirmou que somente o Pai é o único e verdadeiro Deus (ver João 17:1-3). E Jesus disse aos seus inimigos: “Mas agora procurais matar-me, a mim, homem que vos tem dito a verdade que de Deus tem ouvido;” (João 8:40). De acordo com João, portanto, Jesus não era Deus e nada que João escreveu deve ser tomado como prova de que ele era Deus – a menos que se deseje discordar de João.

Deus e Jesus são Dois Seres Separados

Por exemplo, em Mateus 9:2, Jesus disse a certo homem: “Filho, tem bom ânimo, perdoados te são os teus pecados.” Por causa disso alguns dizem que Jesus deve ser Deus, uma vez que somente Deus pode perdoar pecados. Entretanto, se estiver disposto a ler apenas uns poucos versos adiante, encontrará que a multidão “... glorificou a Deus, que dera tal poder aos homens.” (Mateus 9:8). Isso mostra que a multidão sabia, e Mateus concorda, que Jesus não era o único homem a receber tal autoridade de Deus.

O próprio Jesus enfatizou que não falava com base em sua própria autoridade (João 14:10) e não fazia nada com base em sua própria autoridade, mas fala somente o que o Pai o ensina (João 8:28). O que Jesus fez foi o que se segue. Jesus anunciou ao homem o conhecimento que recebeu de Deus de que Deus havia perdoado o homem.

Note que Jesus não disse “eu perdoei seus pecados”, mas sim “seus pecados foram perdoados”, implicitando que, como seria entendido pelos ouvintes judeus, que Deus havia perdoado o homem. Jesus, então, não tinha o poder de perdoar pecados e naquele mesmo episódio chamou a si mesmo de “o Filho do Homem” (Mateus 9:6).

João 10:30 é freqüentemente usado como prova de que Jesus é Deus porque Jesus disse “eu e o Pai somos um.” Mas, lendo os próximos seis versos, encontraremos Jesus explicando que seus inimigos estavam errados em pensar que ele alegava ser Deus. O que Jesus obviamente queria dizer aqui é que ele é um com o Pai em propósitos. Jesus também suplicou que seus discípulos fossem um assim como Jesus e o Pai eram um. Obviamente, ele não estava suplicando que todos os seus discípulos de alguma forma se fundissem em um único indivíduo (ver João 17:11 e 22). E quando Lucas relata que os discípulos eram todos um, Lucas não quer dizer que se tornaram um único ser humano, mas que compartilhavam um propósito comum embora fossem seres separados (ver Atos 4:32). Em termos de essência, Jesus e o Pai são dois, porque Jesus disse que são duas testemunhas (João 8:14-18). Eles têm que ser dois, uma vez que um é superior ao outro (ver João 14:28). Quando Jesus suplicou para ser salvo da cruz, disse: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua.” (Lucas 22:42).

Isso mostra que tinham duas vontades separadas, embora Jesus submetesse sua vontade a vontade do Pai. Duas vontades significam dois indivíduos separados.

Além disso, é relatado que Jesus disse: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27:46). Se um deles desamparou o outro, então devem ser duas entidades separadas.

De novo, é relatado que Jesus disse: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.” (Lucas 23:46). Se o espírito de um pode ser colocado nas mãos do outro, eles devem ser dois seres separados.

Em todas essas instâncias, Jesus é claramente subordinado ao Pai. Quando Jesus se ajoelhou e orou obviamente não estava orando para si mesmo (ver Lucas 22:41). Estava orando para seu Deus.

Em todo o Novo Testamento, somente o Pai é chamado de Deus. De fato, os títulos “Pai” e “Deus” são usados para designar um indivíduo, não três, e nunca Jesus. Isso também é claro do fato que Mateus substituiu o título “Pai” no lugar do título “Deus” em pelo menos dois lugares em seu evangelho (compare Mateus 10:29 com Lucas 12:6 e Mateus 12:50 com Marcos 3:35). Se Mateus estava certo ao fazê-lo, então somente o Pai é Deus.

Jesus era o Pai? Não! Porque Jesus disse: “E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus.” (Mateus 23:9). Então Jesus não é o Pai, uma vez que estava na terra quando disse isso.

O Alcorão busca trazer as pessoas de volta para a verdadeira fé que foi ensinada por Jesus e por seus verdadeiros discípulos que continuaram em seus ensinamentos. Aquele ensinamento enfatizou um comprometimento contínuo com o primeiro mandamento de que Deus é único. No Alcorão Deus orienta os muçulmanos a chamar os leitores da Bíblia de volta para a verdadeira fé. Deus disse no Alcorão:

Dize: “Ó povo do Livro (cristãos e judeus)! Vinde, para chegarmos a um termo comum, entre nós e vós: Comprometamos, formalmente, a não adorar senão a Deus, a não Lhe atribuir parceiros e a não nos tomarmos uns aos outros por senhores, em vez de Deus.” (Alcorão 3:64).

Sermão do Sheikh Mohamad Al Bukaí‏ - Direitos Humanos

Bismillah ar_rahman ar_Rahim - Queridos Irmãos e Caríssimos Leitores!

Assistimos hoje no mundo moderno a uma grande hipocrisia revestida de virtudes de justiça. Entidades com a ONU, dentre outras proferem discursos que impressionam pelo seu conteúdo teórico mas, que na realidade estão muito longe da prática. As medidas são tomadas com energia e força sobre determinados povos, enquanto outros agem a revelia da lei e da justiça Divina, e , jamais são punidos. Ouçamos uma constatação feita por Vossa Eminência Sheikr Mohamad Al Bukaí, sobre um relatório feito por uma instituição de Direitos Humanos sobre a atual situação dos prisioneiros palestinos, presos, humilhados e torturados na pátria que por imposição dos imperialistas foi dividia e agora tomada e dominada pelo Estado de Israel. Até quando senhores dono do mundo vamos ter que assistir essas barbáries e conviver com esse, que com certeza é o maior genocídio do século XXI.  Ou o plano realmente é acabar com a nação Palestina? É hora de acordar humanidade! Se a paz dos nossos irmãos estão ameaçadas a nossa também não está segura. Muito cuidado com essa Paz de Faixada sustentada por trilhões de dólares e acordos obscuros! Subhanna Allah! Al Karim, Al Rahman, Al Rahim!

Bismillah ar_rahman ar_Rahim! Louvado seja Allah, o Senhor dos mundos. Testemunho que não há divindade além de Allah e que Muhammad (SAAS) é seu servo e mensageiro.

Queridos irmãos, confesso ter ficado chocado quando li um relatório feito por uma instituição de Direitos Humanos sobre a situação à qual os prisioneiros palestinos são submetidos. No relatório eram descritas toda sorte de torturas e humilhações. Confesso que no começo senti como se estivesse lendo um conto da Idade Média tamanha atrocidade a que me deparei. Mas essa impressão logo mudou quando notei a data da publicação do relatório. O que vivem os presos palestinos está acontecendo nos dias de hoje.

O ser humano se orgulha da existência de organizações internacionais que se dizem defensoras dos direitos humanos. Nesse relatório feito por uma instituição chamada Consciência foram citadas muitas violações aos direitos humanos, a começar pela forma de captura dos prisioneiros, seguida de prisões arbitrárias e de investigações mal feitas e que condenam pessoas há anos de prisão sem direito a um julgamento justo. É sabido que crianças e mulheres não são poupadas dessa situação, seus pais, irmãos são retirados de casa a força deixando para trás uma família inteira que sofre pela ausência. Na convenção de Genebra foi estabelecido que um prisioneiro deve ser tratado dentro de normas que garantam o seu bem estar e que não violem os direitos humanos.

Não é permitido a um prisioneiro ser exposto a atos de violência, ou ameaça a sua integridade. Todos devem ter os seus direitos civis protegidos e garantidos igualmente. O mesmo vale para as mulheres prisioneiras que devem ser tratadas com toda a consideração levando em conta todas as suas necessidades. Isso é o que está no papel. Mas infelizmente não é o que acontece. O respeito é garantido na teoria, mas na prática, os presos palestinos são torturados e impedidos de exercer o seus direitos básicos. Queridos irmãos, o Islã tem como fundamento conceder aos prisioneiros o seu direito antes mesmo de qualquer organização. Há 14 séculos atrás, o Islã declarou a obrigação no tratamento adequado ao prisioneiro, para tanto é necessário dar a esse o respeito merecido.

Deus diz no Alcorão sagrado, na Surata 76 - Versículo 8. "Por amor a Allah alimentem os necessitados, os órfãos e o cativo, dizendo certamente, vós o alimentamos por amor a Allah, não vos exigimos recompensa e nem gratidão". Nesse versículo Deus ordena a não apenas respeitar o prisioneiro, mas sim tratá-lo da melhor forma. O Islã nos dá a possibilidade de perdoá-los mediante o resgate feito perante a sociedade. Não nos é permitido o uso da força, violência ou tortura. Deus diz no Alcorão Sagrado na Surata 47 - Versículo 4 "Tomai os sobreviventes como prisioneiros, libertai por generosidade ou mediante a resgate, quando a guerra houver terminado". Existe uma antiga história que diz que certa vez o profeta Mohamad (SAAS) viu alguns prisioneiros no deserto com o sol sobre os seus corpos e sedentos.

Ele então falou: “os responsáveis não podem expor sobre eles o calor do sol e o sofrimento da prisão. Para eles tem que ser permitido a sua cesta e água para que refresquem os seus corpos e matem a sua sede”. A atitude do profeta levou muitos prisioneiros a abraçarem o Islã, entre eles o chefe de uma tribo chamado Thmama, que ao ser preso foi amarrado dentro de uma mesquita. No 1º dia de prisão, o profeta perguntou o que ele tinha a dizer sobre o seus crimes, ele então respondeu: “eu mereço a morte por ter tirado a vida de muitos muçulmanos, mas se o senhor me perdoar lhe serei eternamente grato”. No dia seguinte o profeta fez a mesma pergunta ao prisioneiro, e assim se deu por mais um dia. No quarto dia o profeta deu ordens para que Thmama fosse libertado. 

Não demorou muito tempo Thmama voltou ao profeta dizendo que havia testemunhado a divindade de Allah em suas atitudes e assim se reverteu ao Islã. Com tudo isso fica claro que o Islã presa pelos direitos de todos que um dia erraram e se deixaram seduzir pelas armadilhas da vida. Queridos irmãos, as ilustrações divinas confirmam o direito inalienável ao respeito e a unidade que não devem ser negados a ninguém. A luta pela justiça e pela dignidade faz parte da estrutura do Islã, por isso, devemos entregar a ele as nossas aflições, nele devemos confiar e meditar sobre as injustiças do mundo. Louvado seja Deus, o senhor do universo.

"São aqueles aos quais foi dito: Os inimigos concentraram-se contra vós; temei-os! Isso aumentou-lhes a fé e disseram: Allah nos é suficiente. Que excelente Guardião! Pela mercê e pela graça de Deus, retornaram ilesos. Seguiram o que apraz a Deus; sabei que Allah é Agraciante por excelência." (03: 173-174)

يُرِيدُونَ أَن يطفئوا نُورَ اللّهِ بِأَفْوَاهِهِمْ وَيَأْبَى اللّهُ إِلاَّ أَن يُتِمَّ نُورَهُ وَلَوْ كَرِهَ الْكَافِرُونَ

......Desejam em vão extinguir a Luz de Deus com as suas bocas; porém, Deus nada permitirá, e aperfeiçoará a Sua Luz, ainda que isso desgoste os incrédulos!


Você que mora no sul do Brasil visite o site: www.islamboy.com.br
duvidas/ informações: info@islamismo.org

Fonte:Mohamad ziad -محمد زياد

domingo, junho 03, 2012

O Islam e os Muçulmanos

O Islam, cuja raiz do termo é Salam, ou seja, ''Paz''. Salam também significa o cumprimento pacífico entre as pessoas. Também significa submissão, isto é, submissão à vontade de Deus, a palavra muslim (muçulmano) tem a mesma raiz árabe e significa aquele que se submete à vontade de Deus, ou seja, aquele que acredita no Islam.

Assim, muçulmano é aquele que se submete a Deus e vive em paz com o Criador, consigo mesmo, com as outras pessoas e com o seu meio ambiente, o Islam é um sistema completo de vida e o muçulmano vive em paz e harmonia com todos estes segmentos.

Portanto, um muçulmano é qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, cuja obediência, fidelidade e lealdade são para Deus, o Senhor do Universo.

Os seguidores do Islam são chamados de muçulmanos, os muçulmanos podem ser árabes, turcos, persas, indianos, paquistanases, malaios, indonésios, chineses, japoneses, africanos, americanos, brasileiros, europeus, ou de outras nacionalidades ou continentes.

Um árabe pode ser muçulmano, cristão, judeu ou ateu, a lingua na qual foi escrito o Alcorão Sagrado é o árabe, os muçulmanos, em todo o mundo, tentam aprender o árabe a fim de estarem habilitados a ler o Alcorão e a compreender o seu significado, os muçulmanos rezam a Deus na língua do Alcorão, isto é, em árabe, o que não quer dizer que as súplicas a Deus não possam ser em qualquer outra língua.

Atualmente, os muçulmanos somam mais de 1 bilhão e 700 milhões no mundo todo, enquanto que a população árabe está em torno de 200 milhões. Entre estes, 10% não são muçulmanos, o que significa dizer que, do total de muçulmanos, hoje em dia, os árabes muçulmanos representam apenas 15% do total.

Allah, o Deus Único

A palavra árabe que designa o Deus Uno e Único é Allah, e não admite gênero masculino ou feminino, e muito menos plural. Ele é o Senhor e Soberano do universo, criador de todas as coisas, e nada existe que não seja por Sua vontade. Diz o Alcorão:

"Ele é Deus, o Único! Deus! O absoluto! Jamais gerou ou foi gerado! E ninguém é comparável a Ele!" (Alcorão Sagrado 112:1-4)

Ele é o Criador de todos os seres humanos, Ele é o Deus dos cristãos, judeus, muçulmanos, budistas, e outros. O Islam acredita na Unicidade Absoluta de Deus e prescreve uma forma de culto e de oração que não admite imagens ou símbolos. No Islam, as relações entre o homem e o seu Criador são diretas e pessoais e dispensam qualquer intermediário.

O Alcorão cita 99 atributos de Deus, tais como, o Clemente, o Misericordioso, o Perdoador, o Criador, o Senhor do Universo, o Primeiro entre outros.

Muhammad o Mensageiro de Deus Para Toda a Humanidade

O Profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), foi escolhido por Deus para levar Sua mensagem de paz, isto é, o Islam, à humanidade.

Ele nasceu em 570 DC, em Makka, na Arábia, a mensagem do Islam foi-lhe confiada quando ele tinha a idade de 40 anos. A revelação recebida tomou o nome de Alcorão e a mensagem é chamada de Islam.

Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), começou a anunciar a sua missão, sempre insistindo na crença em um Deus único, na Ressurreição e no Juízo Final.

Ele foi perseguido e maltratado, sofreu, ele e seus seguidores, terrível boicote em sua própria terra natal, por mais de três anos. Ninguém podia falar, manter relações comerciais ou matrimoniais com eles e as maiores vítimas foram crianças, velhos, doentes e fracos.

Diante da tentativa de assassinato pelos pagãos de Makka, ele deixou secretamente a cidade e foi para Madina, onde uma comunidade islâmica incipiente já estava instalada, e lá permaneceu por 13 anos. Isto aconteceu no ano de 622, ano no qual começa o calendário da Hégira.

Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), é o último Profeta de Deus para a humanidade. Sua mensagem foi dirigida a todos os seres humanos, independetemente de serem cristãos, ou judeus, ou ateus.

Ele purificou as mensagens anteriores de toda adulteração e completou a Mensagem de Deus para toda a humanidade. Foi-lhe concedido o poder de explicar, interpretar e viver os ensinamentos do Alcorão.

Ele legou à posteridade uma religião de puro monoteísmo. Criou um estado disciplinado, estabeleceu um equilíbrio entre os assuntos espirituais e temporais, deixou um novo sistema de leis, a sharia.

Acima de tudo, o Profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), deixou um exemplo nobre pela prática integral de tudo o que ensinava aos outros.

As Fontes do Islam

As fontes legais do Islam são o Alcorão e os ahadith, o Alcorão é a palavra fidedigna de Deus; sua autenticidade, originalidade e totalidade estão intactas, o hadith, é o relatos dos ditos, atos e sanções do Profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele).

Os ditos e atos do Profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), são chamados de Sunnah. A Sirah é o relato dos companheiros do Profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), sobre a sua vida. Portanto, é a biografia do Profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), e fornece exemplos da vida diária para os muçulmanos.

1º - O Alcorão Sagrado significa, literalmente, leitura ou recitação. O Profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), ditava os versículos aos seus discípulos e afirmava que eles eram a revelação divina.

Ele não ditou tudo de uma só vez, mas sim na medida em que as revelações eram feitas. Tão logo as recebia, ele as comunicava aos companheiros e pedia que eles decorassem, escrevessem e produzissem cópias.

O Profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), era analfabeto, não sabia ler ou escrever.

O original do Alcorão Sagrado foi escrito em árabe e o mesmo texto continua em uso até os dias de hoje, sem qualquer alteração.

O Alcorão Sagrado é notável porque é um texto no idioma original, cuja preservação contínua se faz há gerações, através do controle da memorização.

Seu texto não sofreu, no decorrer de séculos, qualquer adulteração ou alteração em seu conteúdo. Ele é destinado a toda a humanidade, independentemente de raça, condição social, região ou época.

É um código de comportamento porque abrange todos os segmentos da vida, espiritual, temporal, individual e coletivo.

2º - O hadith, na verdade, representa a aplicação prática dos preceitos, detalhes e explicações necessárias do Alcorão Sagrado, e sua importância para os muçulmanos é muito grande. O hadith é a prática do Profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele).

Era através de seu dia-a-dia que o Profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), aproveitava para ensinar, e por em prática, os ensinamentos em todos os assuntos importantes da vida.

Pelo hadith sabemos como fazer as abluções para as orações, por exemplo. Havia casos em que o Profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele), não tendo recebido uma revelação, formulava uma opinião baseada no bom senso.

Alguns Princípios Islâmicos

1º) Unicidade de Deus: Ele é Uno e único. Não são dois ou três, por isso o Islam rejeita a idéia da trindade ou de qualquer unidade que implique na existência de mais de um Deus.

2º) Unicidade da humanidade: as pessoas são criadas iguais perante a Lei de Deus. Não há superioridade de uma raça sobre a outra.. Ninguém pode afirmar que é melhor do que o outro. Somente Deus conhece quem é o melhor, segundo os Seus critérios.3º) Unicidade dos Mensageiros e da Mensagem: os muçulmanos acreditam que Deus enviou diferentes mensageiros através da história da humanidade. Todos vieram com a mesma mensagem e os mesmos ensinamentos, que foram sendo adulterados através dos tempos. Os muçulmanos acreditam em Noé, Abraão, Isaac, Ismael, Jacó, Moisés, David, Jesus e Muhammad, que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre eles.

4º) Os anjos e o Dia do Julgamento: os muçulmanos acreditam que existem criaturas invisíveis, como os anjos, criadas por Deus para missões especiais. Os muçulmanos também acreditam que haverá o Dia do Julgamento, quando toda a humanidade, desde Adão até o final dos tempos, será julgada e recompensada ou punida de acordo com os seus méritos.

5º) A inocência do homem na hora do nascimento: os muçulmanos acreditam que o ser humano nasce livre de pecado. Somente quando alcança a idade da puberdade, e somente quando comete pecados, é que ele ser cobrado por seus erros. Ninguém é responsável pelos pecados de outros. Contudo, a porta do perdão através do arrependimento sincero está sempre aberta.

6º) Estado e Religião: os muçulmanos acreditam que o Islam é um modo de vida completo. Portanto, seus ensinamentos não separam a religião da política, e tanto o estado como a religião estão sob a tutela de Deus, através dos ensinamentos do Islam. Por consequência, as transações comerciais, econômicas e sociais, assim como os sistemas político e educacional também são parte dos ensinamentos do Islam.
 
Fonte:http://www.islam.org.br/o_islam_e_os_muculmanos.htm

A Excelência da Sexta Feira e de Quem frequenta as Mesquitas

Louvado seja Allah, que nos encaminhou ao Islam; jamais teríamos nos encaminhado, se Ele não tivesse nos mostrado o caminho através do Alcorão. Nós Lhe agradecemos, e buscamos a Sua ajuda e diretriz. Buscamos refúgio junto a Ele quanto aos malefícios das nossas almas e as maldades das nossas ações. Testemunho que não há outra divindade além de Allah, Único, sem parceiros. Testemunho que Mohammad é o Seu servo e mensageiro. Que Allah o abençoe e lhe dê paz, bem como aos seus familiares, seus companheiros e seus seguidores.

ALLAH diz na surat AL Jumua: “Ó fiéis, quando fordes convocados, para a Oração da Sexta-feira, recorrei à recordação de Deus e abandonai os vossos negócios; isso será preferível, se quereis saber.”

Abu Huraira relatou que o Profeta (saaws), disse: "O melhor dia em que o sol se levanta é a sexta-feira; nesse dia, Adão foi criado, entrou no Paraíso e dele foi expulso. E o último dia acontecerá numa sexta-feira, portanto aumente vossas preces de paz e bênçãos sobre mim nos dias de sexta-feira, pois suas preces são expostas para mim. Então perguntaram: Como nossas preces serão expostas após a sua morte? Ele respondeu: ALLAH proibiu que a terra do túmulo degradasse os corpos dos profetas.”

Caros irmãos e queridos do Profeta Mohammad (saaws) inúmeras vezes vocês ouviram falar da excelência e méritos da sexta-feira. Hoje, mais uma vez abordaremos este assunto; uma vez que ALLAH louvado seja nos recomenda a advertência dizendo na surat AL A`LA: “Admoesta, pois, porque a admoestação é proveitosa (para o atento)! Ela guiará aquele que é temente. Porém, o desventurado a evitará; Entrará no fogo maior (o infernal), Onde não morrerá, nem viverá. Bem-aventurado aquele que se purificar, E mencionar o nome do seu Senhor e orar! Entretanto, vós, (ó incrédulos) preferis a vida terrena, Ainda que a outra seja preferível, e mais duradoura! Em verdade, isto se acha nos Livros primitivos, Nos Livros de Abraão e de Moisés.” A obrigatoriedade da oração veio expressa tanto no Alcorão como na Sunnah. Ouvimos na introdução do sermão o seguinte versículo sobre a obrigatoriedade da oração de sexta-feira: “Ó fiéis, quando fordes convocados, para a Oração da Sexta-feira, recorrei à recordação de Deus e abandonai os vossos negócios; isso será preferível, se quereis saber.” 
 
A oração de sexta-feira é um dever para todo homem muçulmano que tenha chegado à puberdade e goze de plena faculdade mental, ela é recomendada para os meninos e não é obrigatória para as mulheres. Várias Tradições, reconhecidas como autênticas, mencionam esta obrigação, e várias fontes transmitem que o Mensageiro (saaws) expressou a intenção de incendiar as casas das pessoas que não a observassem. O Mensageiro não faltou jamais a ela, desde o dia que Deus a prescreveu, até à sua morte. O Profeta (saaws) disse, do alto do púlpito: “Se certas pessoas não pararem imediatamente de faltar à oração das sextas-feiras, Deus, selar - lhes - a os corações e elas se contarão entre os desencaminhados”. (Transmitido por Muslim). 
 
E disse também: “Aquele que se ausentar três vezes seguidas da oração de sexta-feira, por pura negligência, Deus selará o coração”. Esta passagem encontra-se ilustrada na surat Al Bakara: “Deus selou os seus corações e os seus ouvidos; seus olhos estão velados e sofrerão um severo castigo.”
Entre o que o Profeta (saaws) disse no sermão que pronunciou no dia do estabelecimento da Oração da sexta-feira, está: “Sabei que Deus vos prescreveu a Oração da sexta-feira neste lugar, neste dia, neste mês e a partir deste ano, até ao Dia da Ressurreição. Àquele que deixar de observá-la, durante a minha vida ou mesmo depois de mim, enquanto houver um Imam, seja justo ou tirano, menosprezando-a ou negando seu caráter obrigatório, Deus não permitirá, jamais, reunir ao seu redor os seus servos e não abençoará qualquer das suas obras. Sabei, também, que não se lhe creditará nenhuma oração, nenhum zakat, nenhuma peregrinação e nenhum jejum. Sabei, enfim, que não se lhe creditará nenhuma boa ação ou obediência a Deus até que retorne, em arrependimento, a Ele. E àquele que retorna arrependido a Ele, Deus aceita o regresso”. E também nas tradições, encontramos os seguintes dizeres do Profeta (saaws): "Não existe uma sexta-feira sem que o muçulmano se levante, ore e implore a Deus pelo que é bom e Ele conceder-lhe-á" e mostrou com sua mão através de seus dedos polegar e indicador, que (este tempo) é curto e limitado.
Há uma grande diferença de opinião entre os estudiosos sobre qual é exatamente esta hora afortunada, quando as súplicas serão atendidas. O mais lógico é que esta hora deva ser entendida como um momento oculto e que o dia inteiro deva ser usado para súplicas e glorificação de Deus. A respeito de se chegar cedo à mesquita no dia de sexta feira o Profeta (saaws) disse: “Uma pessoa que, na sexta-feira, chega cedo a mesquita, tem tanto mérito, aos olhos de Deus, como se tivesse oferecido um camelo em Seu nome; e quem chegar a mesquita depois dele, será como se tivesse oferecido uma vaca, e quem chegar em continuação, é como se tivesse oferecido um cordeiro adulto, e quem chegar depois é como se tivesse oferecido uma galinha, e depois disso é como se tivesse oferecido um ovo. Finalmente quando o Imam chega, para o sermão de sexta-feira, os anjos abandonam as portas da mesquita para ouvirem o sermão, e os nomes dos últimos a chegar não são registrados.” Confirmado por Muslim e Bukhari.

Na surat At Taubah, ALLAH relata as características das pessoas que freqüentam as mesquitas: “Só freqüentam as mesquitas de Deus aqueles que crêem em Deus e no Dia do Juízo Final, observam a oração, pagam o zakat, e não temem ninguém além de Deus. Quiçá, estes se contem entre os encaminhados.”

Abu Huraira (raa) narrou que ouvira mensageiro de Deus (saaws) dizer: “Para aquele que vai constantemente a mesquita, ou dela volta, Deus prepara uma mansão no paraíso, tanto na ida como na volta.” Abu Huraira (raa), afirma ter ouvido o profeta Muhammad (saaws), dizer: ''Todas as vezes que um grupo de pessoas se reunir em uma das casas de Deus (referindo-se as Mesquitas), para recitar o Livro de Deus (o Alcorão Sagrado) e estudá-lo, a serenidade e a tranqüilidade Divina os cobre, a Misericórdia de Deus os envolve e os Anjos os cercam, e Deus os menciona junto aos que estão perto dele (os Anjos prediletos).'' (relatado por Muslim) Na surat Al Bakarah ALLAH diz aterrorizando os que impedem ou atrapalham a Sua recordação e Sua adoração na mesquita: “ Haverá alguém mais iníquo do que aquele que impede que o nome de Deus seja celebrado em santuários e se esforça por destruí-los? Estes não deveriam adentrá-los senão, temerosos; sobre eles recairá, pois, o aviltamento deste mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo.”

Assalamu Alaikum!!!

“Ó fiéis, atendei a Allah e ao Mensageiro, quando ele vos convocar à salvação. E sabei que Allah intercede entre o homem e o seu coração, e que sereis congregados ante Ele.” 8:24

Asalamo Alaikom WA WB,

Omar Hussein Hallak

O Chamado à oração (Azan)

Mu-azin  é o irmão que Canta o Adhan
O Azan é o chamado que anuncia que é hora de iniciar a oração. Ele é feito de maneira especial e consiste em convidar a comunidade muçulmana a tomar parte na oração, que será, para ela, causa de prosperidade, tanto nesta vida como na outra.

O Azan é um culto que precede a oração. É um dos principais ritos do Islam e um dos seus sinais mais óbvios.
Este rito foi estabelecido no primeiro ano da Hégira; o Mensageiro (Deus o abençoe e lhe dê paz) o respeitava, tanto de dia como de noite, tanto em sua vida domiciliar como estava viajando. Ninguém jamais ouviu dizer que ele deixou de atender, ao menos uma única vez, a este chamado, ou permitiu a alguém se abster, até à sua morte; depois dele seus dignos companheiros continuaram a respeitar o Azan, por ele se ter tornado um dever ou algo parecido com um, já que fora ordenado pelo Mensageiro, em muitas Tradições.
 
 Como se pratica o Azan?
Segundo Tradições autênticas, procede-se da seguinte maneira, dizendo:

1 - Alláh Akbar (Deus é Maior), quatro vezes.

2 - Ach-hadu an la iláha illal-láh (Testemunho que não há outra divindade além de Deus), duas vezes.

3 - Ach-hadu an-na Muhammadan rassulul-lah (Testemunho que Muhammad é o Mensageiro de Deus), duas vezes.

4 - Haiyá ´alas-salat (Vinde para a oração), duas vezes.

5 - Haiyá ´alal-falah (Vinde para a salvação), duas vezes.

6 - Alláh Akbar (Deus é Maior), duas vezes.

7 - La iláha illal-láh (Não há oura divindade além de Deus), uma vez.

Somente na Oração da Alvorada é que o mu-azin intercala, entre a quinta e sexta fórmulas:

As-Salátu Khairon minan-Naum (A oração é melhor que o sono), duas vezes.

Dito isto, continua a enunciar as fórmulas seis e sete
:

Quando se ouve este chamado ecoando no ar, sente-se no coração a sua grandeza e a grandeza do Todo-Poderoso e Majestoso, cujo Nome Se proclama.

Pensa-se no bem e na prosperidade a que este chamado convida e sabe-se que qualquer um, por maior que seja, ao lado de Deus, saiba que Deus é ainda maior.

Quando se ouve o mu-azin, deve-se fazê-lo atentamente e repetir o que ele diz, de todo o coração, exceto quando ele anuncia as fórmulas quatro e cinco no lugar das quais deve-se dizer:

La Haula wala Kowata il-la Bil-lah (Não há poder nem força a não ser em Deus), duas vezes.

Vejamos esta Tradição do Profeta Mohamad (Deus o abençoe e lhe dê paz), transmitida por Al-Bukhari:

Quando ouvirdes o mu-azin dizer: Aláh Akbar(Deus é Maior) Allah Akbar, respondei também Allah Akbar, Allahu Akbar,e depois, quando disser: Ach-hadu anlá iláha illah-lah, respondei: Ach-hadu anlá iláha illal-lah; e quando dizer: Ach-hadu anna Muhammadan raçulullah, repeti: Ach-hadu anna Muhammadan raçulullah; quando disser: Haiyá alas-salat, dezei: La haula wala kowata illa billah; e quando disser: Haiyá alal-falah, dizei: La haula wala kowata illa billah; quando disser: Allah Akbar, Allah Akbar repeti: Allah Akbar; e depois, quando disser: La iláha ilal-lah, repeti: La iláha illal-lah ,do fundo do coração, se assim o fizerdes, entrareis no Paraíso”.

Quando se termina de fazer eco ao mu-azin, suplica-se as bênçãos de Deus para o Profeta, pede-se-Lhe que nos permita permanecer próximo d’Ele e repetem-se as orações transmitidas pelo Profeta. Atenta-se na modéstia do Profeta, a quem Deus absolveu de todos os pecados, passados e futuros, quando ordenou que sua comunidade rogasse a Deus para que Ele a orientasse até Ele e somente Ele, ensinando-lhes que qualquer decisão pertence exclusivamente a Ele, que faz como melhor Lhe praz e elege como quer, e quer as pessoas, por mais altas que sejam as suas posições e maior o seu poder, não são mais que servos dos Misericordioso e Clemente, e necessitam d’Ele em todos os momentos.

Abdullah Ibn Omar afirmou ter ouvido o Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz), dizer:

“Quando ouvirdes o mu-azin, dizei o mesmo que ele, depois suplique, por mim, a benção de Deus, porque àquele que implorar para que eu seja abençoado uma vez, Deus abençoará dez vezes. Depois, rogai a Deus que me conceda ficar próximo d’Ele, pois há, no Paraíso, um nível, reservado por Deus para um único dos Seus servos e eu espero ser esse servo. Aquele que suplicar para que eu tenha condições de ficar próximo de Deus, merecerá, por isso, a minha intercessão, em seu favor”. (Transmitida por Muslim).

As invocações, ensinadas pelo Profeta, e que se dizem depois de cada chamado do mu-azin, são as seguintes:

“Ó Deus, Senhor deste chamado perfeito e desta oração, ora anunciada, dá a Muhammad meios para aproximar de Ti, assim como a distinção no bem, e faze-o ressuscitar no lugar louvável que lhe prometeste”.

Depois ainda, se acrescenta:

“Concede-nos a sua intercessão; Tu jamais faltas às promessas”

Allah Akbar, Allah Akbar,
Allah Akbar, Allah Akbar,

Äschhed-u änlaa ilaahe illaallah,
Äschhed-u änlaa ilaahe illaallah,

Aschhed-u änne Muhammadar Rasuulu’llaah,
Aschhed-u änne Muhammadar Rasuulu’llaah,

Hayya ala’s-Salaa,
Hayya ala’s-Salaa,

Hayya ala’l-Falaah,
Hayya ala’l-Falaah,

Allah Akbar,
Allah Akbar,

Laa ilahaha illa’llaah

Fonte:http://www.islam.com.br

sexta-feira, junho 01, 2012

OS INÚMEROS BENEFÍCIOS PELO CUMPRIMENTO DA RELIGIÃO -Parte II

Assalamo Aleikum Warahmatulah Wabarakatuhu (Com a Paz, a Misericórdia e as Bênçãos de Deus) Bismilahir Rahmani Rahim (Em nome de Deus, o Beneficente e Misericordioso)  JUMA MUBARAK

Continuação do tema referente aos seis dos milhares benefícios que foram referidos pelo Maulana Umar Palanpuri (Rahmatulahi Aleihi), (que Allah tenha Misericórdia dele e lhe conceda o paraíso). Allah Subhana Wataala concederá aqueles que forem cumpridores assíduos dos Seus Mandamentos: 1) A tranquilidade;
2) a vida pura;
3) a Baraka – a abundância:
4) o amor de outras pessoas;
5) a aceitação das preces e 
6) o ficar conhecido entre os anjos.

O crente terá uma vida pura, como segundo benefício. O seu coração será puro, livre de pensamentos maldosos. Seguirá o exemplo do Profeta Ibrahim (Aleihi Salam) – Abraão, que a Paz de Deus esteja com ele “que se consagrou ao Seu Senhor com um coração sincero”. (37:84). A sua língua habituar-se-á a falar o bem, evitando palavras excessivas e desnecessárias. Exortará os outros para o bom  caminho, auxiliando-os com bons conselhos.

O seu caminhar o levará para a prática de actos virtuosos. Caminhará em direcção à mesquita, para orar em congregação. Caminhará para o cemitério, para pedir a Deus, a Sua Misericórdia para os que já deixaram este mundo e recordará que um dia também lá aguardará o dia da Ressurreição. Caminhará em direcção aos necessitados, que materialmente ou espiritualmente, aguardam a preciosa ajuda.

A sua boca pura, será o veículo para uma alimentação saudável e halal. As suas mãos evitarão o que lhe foi proibido pelo Seu Senhor, o Guia da humanidade e pelo Seu Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam). Os seus dedos não se cansarão de contar os diversos zikrs que fará em louvor do seu Senhor. Trabalhará de forma honesta, para sustentar os seus.

Apresentar-se-á sempre com o corpo limpo e puro, lembrando que a higiene é a metade da fé.

Pela sua vida pura, Deus o recompensará com o Paraíso. “De cujas almas os anjos se apossam em estado de pureza, dizendo-lhes: Que a Paz esteja convosco! Entrai no Paraíso, pelo que haveis feito!”. Cur’ane 16:32.

O terceiro benefício a Baraka – a bênção, a abundância, será uma constante na sua vida. 

Tudo que tiver, será suficiente para ele e para a sua família. Ao contrário do que se pensa, a baraka não é necessariamente a quantidade, mas o suficiente para satisfazer a fome e saciar a sede da ganância. Tudo o que tiver, considerará muito e até distribuirá uma parte para os mais necessitados.

A pessoa que compreende e pratica a religião de Deus é uma pessoa beneficiada com a baraka. É como uma terra onde Deus providenciou a chuva necessária para que as pessoas e os animais possam beber e que a terra produza alimentação com abundância necessária para saciar a fome. O que se afastou da orientação divina, não beneficiará de baraka. É como regar, com abundância, uma terra estéril; toda a agua se perderá. É como referiu Issa (Aleihi Salam) – Jesus, que a Paz de Deus esteja com ele: “é como beber agua do mar; quando mais se beber, mais sede se sentirá”.

No dia da Ressurreição, todos sentiremos sede, agravada com o receio e com a nossa ansiedade de sabermos qual vai ser o nosso destino. Aos crentes, o Profeta (Salalahu Aleihi Wassalam) dar-lhes-á de beber da sua fonte, a agua de khauçar (a fonte da abundância). A fonte será extensa e a baraka da agua, será suficiente para aliviar a sede de todos os que seguiram Deus e o Seu Mensageiro. Os estranhos serão afastados, como se afastam dos reservatórios, os camelos estranhos ao rebanho. Abu Huraira (Radialahu an-hu) referiu que o Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam) disse: “a riqueza não está na abundância dos bens. a verdadeira riqueza está na benevolência do coração ”. Bukhari e Muslim.

Allah lhe concederá o quarto benefício, o amor de outras pessoas. Todos vão gostar dele, por ser uma pessoa afável e de bom carácter. O seu ilm (conhecimento religioso) e a honestidade, tornam-no numa pessoa muito procurada para aconselhamentos. Muitos o amarão e seguirão o seu modo de vida. Sem ele se aperceber, pedirão a Deus, para lhe conceder saúde e Misericórdia. Um exemplo que toca no coração de muitas pessoas é de gostarmos de alguém já falecido há muito tempo, que não conviveu nem viveu na nossa época, mas que deixou um legado importante para os muçulmanos. Pela riqueza das preces e outros ensinamentos, muitas vezes conservamos um kitab (livro religioso), escrito por um álimo que não conhecemos. Utilizamos, até as folhas ficarem quase desfeitas por uso constante. 

Apesar do álimo já não se encontrar vivo, a nossa consideração, o nosso agradecimento e o nosso amor está com ele. Não nos deixou quaisquer bens materiais, mas sim a religiosidade. O referido álimo, mesmo depois de falecido, continuará a inspirar-nos o amor e a admiração.

O exemplo mais evidente é do amor que temos pelo Profeta Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam). A sua conduta exemplar, o seu carácter e os ensinamentos que nos deixou, faz com que milhões de muçulmanos, diariamente e continuamente, demonstrando obediência, consideração e amor, peçam a Deus para que derrame bênçãos sobre ele. Todos ansiamos pela sua intercessão no Dia da Ressurreição. “Aquele que tem amor por alguém, lembra-se dele constantemente “.

Neste caso o amor é recíproco. O amor que ele já tinha por nós, mesmo sem nos conhecer, fazia-o ansiar pelo dia que nos irá ver. Muhammad (Salalahu Aleihi Wassalam), uma vez estava com os seus companheiros e disse: “Quando verei eu os meus irmãos?”. E os companheiros perguntaram-lhe surpreendidos, se eles não eram os seus irmãos. E ele respondeu “Vós sois os meus companheiros; mas os meus irmãos serão aqueles que acreditarão em mim sem nunca me terem visto”. Ahmed. No dia da prestação de contas, seremos ressuscitados na companhia daqueles que nos acompanhavam física e espiritualmente. Pedimos a Deus, para que nos conceda a companhia dos piedosos e que possamos seguir os seus ensinamentos e conselhos. Amin.

In Sha Allah, continua no próximo Juma.

Ó Tu, mais Misericordioso dos que mostram a misericórdia, peço-Te que recompenses com o Paraíso, todos os piedosos que nos deixaram ensinamentos, nos quais inspiramo-nos para aumentar a nossa fé e o nosso carácter. Para Ti será o nosso retorno. Amin.

“Rabaná ghfirli waliwa lidaiá wa lilmu-minina yau ma yakumul hisab”. “Ó Senhor nosso, no Dia da Prestação de Contas, perdoa-me a mim, aos meus pais e aos crentes”. 14:41.

Cumprimentos

Abdul Rehman Mangá

31/05/2012