sexta-feira, setembro 16, 2016

O ISLAM: a opinião publicada converte-se em opinião pública

Prezados Irmãos e Caríssimos Amigos e Leitores,

Saúdo-vos com a saudação do ISLAM, (que a Paz esteja convosco), que representa o sincero esforço dos crentes por estender o amor e a tolerância entre as pessoas, seja qual for o seu idioma, crença ou sociedade.

O ISLAM é a religião que mais cresce no mundo, tanto nos principais locais de influência, Ásia e África, como na Europa e em várias partes do mundo. Quase um quarto da população do mundo é muçulmana, e não se vê que possa entrar em retrocesso em nenhuma parte.

Com a mesma rapidez, o processo de modernização através da ocidentalização também está a crescer, de forma clara. Primeiro foi à expansão colonial, mas hoje é essencialmente uma expansão cultural. É surpreendentemente rápida a assimilação e homogeneização das culturas de todo o planeta. Impõe o seu modelo econômico, as suas roupas, os seus desportos e as suas mentalidades.

Só o ISLAM parece invulnerável e resistente a este processo. Quando no Ocidente a realidade é essencialmente material, no ISLAM, em vez disso, tudo gira em torno da religião: individuo sociedade, estruturas econômicas ou culturais. Os muçulmanos percebem uma realidade sagrada, onde a religião abrange e unifica todas as facetas da vida, e também fornece orientação moral para cada ação que pratica a pessoa. Em outras palavras, o ISLAM é um modo de vida completo.

Os meios de comunicação ocidentais não só transmitem informação e idéias, mas geram opiniões e têm uma visão particular da realidade e apontam o ISLAM como uma ameaça à civilização ocidental.

Por exemplo, os meios de comunicação ocidentais não ajudam as pessoas a entender por que é que os muçulmanos europeus precisam ir à Mesquita e, então, interpretam que isso é um sinal de que não desejam integrar-se. E é exatamente o oposto, porque se fazem isso, é porque se sentem em casa.

Os muçulmanos são muitas vezes descritos como atrasados, irracionais, fundamentalistas, misóginos, uma ameaça. A palavra é quase automaticamente associada ao mundo muçulmano. O leitor médio identifica o fundamentalismo e o ISLAM como se fossem essencialmente o mesmo. Então, a opinião publicada torna-se pública.

A violência no ISLAM só é justificada no caso de legítima defesa Os principais jornais estão cheios, dia a dia, deste tipo de representação, apresentando o ISLAM e os muçulmanos como propensos ao extremismo, ao fundamentalismo e ao terrorismo.

Os meios de comunicação equivocam o uso do termo os muçulmanos matam irracionalmente infiéis, quando na realidade jihad pode significar uma multiplicidade de boas ações que um muçulmano pode fazer para chegar mais perto Deus. A forma como a imprensa retrata a jihad geralmente transmite uma visão negativa do ISLAM.

É evidente que numa religião com mais de 1 bilhão e 700 milhões de seguidores e sem uma metodologia de interpretação consensual, inevitavelmente haverá desacordos, desentendimentos e até mesmo posições extremas, portanto, não se pode negar que existem grupos violentos que têm construído a sua ideologia com base em determinada interpretação do Alcorão e da Sunna.

Quando consultamos o Alcorão e algumas das suas interpretações, torna-se claro que o ISLAM experimentou várias fases de combate e da violência, principalmente no seu início. O Alcorão ordena lutar com armas apenas em defesa própria. Os inimigos do ISLAM (idólatras) não só não acreditavam na mensagem, como tentaram matar muçulmanos e o Profeta SAWS.

A frase matai-os onde quer que os encontres (no Alcorão, 2:191) é, de longe, a frase mais frequente que é citada erroneamente por islamófobos fervorosos e extremistas radicais. Mas esta exortação de campo de batalha vem logo após o versículo 2:190, que diz: Combatei contra aqueles que vos combatem, porém, não pratiqueis agressão, porque Deus não estima os agressores e vem logo antes da parte que afirma, (versículo 2:193)mas se eles deixarem de lutar, então não haverá mais hostilidades, senão contra os opressores.

Qual é o contexto histórico dos versículos 2:190 a 193 e a que é que se refere? Ibn Abbas (r.a.), o famoso companheiro do Profeta e exegeta do Alcorão, diz que essa passagem foi revelada em referência aos Coraixitas. Estes haviam perseguido e torturado os muçulmanos durante treze anos em Meca. Haviam expulsado os muçulmanos para fora de seus lares, tomaram as suas propriedades e bens, e travaram batalhas contra eles, mesmo depois dos muçulmanos procurarem refúgio em Medina. Os muçulmanos estavam apreensivos sobre outro ataque que ocorreu durante a sua Peregrinação sagrada quando a guerra era proibida. É por isso que esses versículos foram revelados, para tranquilizá-los de que eles seriam capazes de se defender contra um ataque Coraichita, durante a Peregrinação.

Esses versículos devem ser lidos à luz do contexto de então e não de agora. Dada a hostilidade agressiva e constante dos idólatras e inimigos do ISLAM da época, o Profeta (s.a.w.) e os seus seguidores tiveram de lutar.

O reconhecimento da Mensagem Divina foi sempre acompanhado por dramas e tragédias, basta ler na história das religiões. Mas isso aconteceu há quase quinze séculos atrás, em circunstâncias e contexto ligados ao momento em que as tribos da Arábia lutaram entre si, muito antes da chegada do ISLAM.

A violência no ISLAM só se justifica no caso de autodefesa. Assim, não se pode deslocar os contextos e história à vontade, conforme necessário. Além disso, para se aproximar de uma correta interpretação do Alcorão é necessário: 

>Não estar motivado por interesses pessoais;

> Deve ser feito sob o compromisso de permanecer fiel ao texto e ao espírito do Alcorão;

> Deve possuir uma importante fonte de conhecimento da língua árabe e suas regras.

Para entender um pouco do ISLAM, e não apenas um rápido olhar para o Alcorão ou dar importância às vozes que atuam como um raio e, hipnoticamente, modulam opinião. 

O ISLAM, na sua expansão, foi capaz de assimilar muitas culturas, de pegar, reelaborar e desenvolver o conhecimento da antiguidade, clássica e oriental, aumentando-os com novas contribuições e mais tarde estendendo-as para a Europa, através da Península Ibérica. Na verdade, muitas comunidades cristãs e judaicas permaneceram dentro do mundo islâmico, e, assim, as suas tradições culturais foram misturadas, permitindo a criação e desenvolvimento de uma Civilização que floresceu em todas as áreas.

As únicas fontes do ISLAM são o Alcorão e a Sunna.

O Alcorão diz: Deus nada vos proíbe quanto àqueles que não vos combateram pela causa da religião e não vos expulsaram dos vossos lares, nem que lideis com eles com gentileza e equidade, porque Deus aprecia os equitativos. – (60:8). 

Não há imposição quanto à religião”. – (2:256). Convoca (os humanos) à senda do teu Senhor com sabedoria e uma bela exortação; dialoga com eles de maneira benevolente, pois teu Senhor é o mais conhecedor de quem se desvia da Sua senda, bem como é o mais conhecedor dos encaminhados. (16:-125).

Esta é a essência da mensagem do ISLAM, não está nem nos livros de história nem nos meios de comunicação nem na imaginação de ninguém. 

As únicas fontes do ISLAM são o Alcorão e a Sunnah e para interpretá-los é necessário o conhecimento Teológico e Histórico dos mesmos, ao contrário do fazem os islamófobos e fundamentalistas, interpretando-os a bel-prazer ou convenientemente às suas intenções malignas.

Fonte: www.alfurqan.pt / http://islao.pt .

O ISLAM: a opinião publicada converte-se em opinião pública

Prezados Irmãos e Caríssimos Amigos e Leitores,

Saúdo-vos com a saudação do ISLAM, (que a Paz esteja convosco), que representa o sincero esforço dos crentes por estender o amor e a tolerância entre as pessoas, seja qual for o seu idioma, crença ou sociedade.

O ISLAM é a religião que mais cresce no mundo, tanto nos principais locais de influência, Ásia e África, como na Europa e em várias partes do mundo. Quase um quarto da população do mundo é muçulmana, e não se vê que possa entrar em retrocesso em nenhuma parte.

Com a mesma rapidez, o processo de modernização através da ocidentalização também está a crescer, de forma clara. Primeiro foi à expansão colonial, mas hoje é essencialmente uma expansão cultural. É surpreendentemente rápida a assimilação e homogeneização das culturas de todo o planeta. Impõe o seu modelo econômico, as suas roupas, os seus desportos e as suas mentalidades.

Só o ISLAM parece invulnerável e resistente a este processo. Quando no Ocidente a realidade é essencialmente material, no ISLAM, em vez disso, tudo gira em torno da religião: individuo sociedade, estruturas econômicas ou culturais. Os muçulmanos percebem uma realidade sagrada, onde a religião abrange e unifica todas as facetas da vida, e também fornece orientação moral para cada ação que pratica a pessoa. Em outras palavras, o ISLAM é um modo de vida completo.

Os meios de comunicação ocidentais não só transmitem informação e idéias, mas geram opiniões e têm uma visão particular da realidade e apontam o ISLAM como uma ameaça à civilização ocidental.

Por exemplo, os meios de comunicação ocidentais não ajudam as pessoas a entender por que é que os muçulmanos europeus precisam ir à Mesquita e, então, interpretam que isso é um sinal de que não desejam integrar-se. E é exatamente o oposto, porque se fazem isso, é porque se sentem em casa.

Os muçulmanos são muitas vezes descritos como atrasados, irracionais, fundamentalistas, misóginos, uma ameaça. A palavra é quase automaticamente associada ao mundo muçulmano. O leitor médio identifica o fundamentalismo e o ISLAM como se fossem essencialmente o mesmo. Então, a opinião publicada torna-se pública.

A violência no ISLAM só é justificada no caso de legítima defesa Os principais jornais estão cheios, dia a dia, deste tipo de representação, apresentando o ISLAM e os muçulmanos como propensos ao extremismo, ao fundamentalismo e ao terrorismo.

Os meios de comunicação equivocam o uso do termo os muçulmanos matam irracionalmente infiéis, quando na realidade jihad pode significar uma multiplicidade de boas ações que um muçulmano pode fazer para chegar mais perto Deus. A forma como a imprensa retrata a jihad geralmente transmite uma visão negativa do ISLAM.

É evidente que numa religião com mais de 1 bilhão e 700 milhões de seguidores e sem uma metodologia de interpretação consensual, inevitavelmente haverá desacordos, desentendimentos e até mesmo posições extremas, portanto, não se pode negar que existem grupos violentos que têm construído a sua ideologia com base em determinada interpretação do Alcorão e da Sunna.

Quando consultamos o Alcorão e algumas das suas interpretações, torna-se claro que o ISLAM experimentou várias fases de combate e da violência, principalmente no seu início. O Alcorão ordena lutar com armas apenas em defesa própria. Os inimigos do ISLAM (idólatras) não só não acreditavam na mensagem, como tentaram matar muçulmanos e o Profeta SAWS.

A frase matai-os onde quer que os encontres (no Alcorão, 2:191) é, de longe, a frase mais frequente que é citada erroneamente por islamófobos fervorosos e extremistas radicais. Mas esta exortação de campo de batalha vem logo após o versículo 2:190, que diz: Combatei contra aqueles que vos combatem, porém, não pratiqueis agressão, porque Deus não estima os agressores e vem logo antes da parte que afirma, (versículo 2:193)mas se eles deixarem de lutar, então não haverá mais hostilidades, senão contra os opressores.

Qual é o contexto histórico dos versículos 2:190 a 193 e a que é que se refere? Ibn Abbas (r.a.), o famoso companheiro do Profeta e exegeta do Alcorão, diz que essa passagem foi revelada em referência aos Coraixitas. Estes haviam perseguido e torturado os muçulmanos durante treze anos em Meca. Haviam expulsado os muçulmanos para fora de seus lares, tomaram as suas propriedades e bens, e travaram batalhas contra eles, mesmo depois dos muçulmanos procurarem refúgio em Medina. Os muçulmanos estavam apreensivos sobre outro ataque que ocorreu durante a sua Peregrinação sagrada quando a guerra era proibida. É por isso que esses versículos foram revelados, para tranquilizá-los de que eles seriam capazes de se defender contra um ataque Coraichita, durante a Peregrinação.

Esses versículos devem ser lidos à luz do contexto de então e não de agora. Dada a hostilidade agressiva e constante dos idólatras e inimigos do ISLAM da época, o Profeta (s.a.w.) e os seus seguidores tiveram de lutar.

O reconhecimento da Mensagem Divina foi sempre acompanhado por dramas e tragédias, basta ler na história das religiões. Mas isso aconteceu há quase quinze séculos atrás, em circunstâncias e contexto ligados ao momento em que as tribos da Arábia lutaram entre si, muito antes da chegada do ISLAM.

A violência no ISLAM só se justifica no caso de autodefesa. Assim, não se pode deslocar os contextos e história à vontade, conforme necessário. Além disso, para se aproximar de uma correta interpretação do Alcorão é necessário: 

>Não estar motivado por interesses pessoais;

> Deve ser feito sob o compromisso de permanecer fiel ao texto e ao espírito do Alcorão;

> Deve possuir uma importante fonte de conhecimento da língua árabe e suas regras.

Para entender um pouco do ISLAM, e não apenas um rápido olhar para o Alcorão ou dar importância às vozes que atuam como um raio e, hipnoticamente, modulam opinião. 

O ISLAM, na sua expansão, foi capaz de assimilar muitas culturas, de pegar, reelaborar e desenvolver o conhecimento da antiguidade, clássica e oriental, aumentando-os com novas contribuições e mais tarde estendendo-as para a Europa, através da Península Ibérica. Na verdade, muitas comunidades cristãs e judaicas permaneceram dentro do mundo islâmico, e, assim, as suas tradições culturais foram misturadas, permitindo a criação e desenvolvimento de uma Civilização que floresceu em todas as áreas.

As únicas fontes do ISLAM são o Alcorão e a Sunna.

O Alcorão diz: Deus nada vos proíbe quanto àqueles que não vos combateram pela causa da religião e não vos expulsaram dos vossos lares, nem que lideis com eles com gentileza e equidade, porque Deus aprecia os equitativos. – (60:8). 

Não há imposição quanto à religião”. – (2:256). Convoca (os humanos) à senda do teu Senhor com sabedoria e uma bela exortação; dialoga com eles de maneira benevolente, pois teu Senhor é o mais conhecedor de quem se desvia da Sua senda, bem como é o mais conhecedor dos encaminhados. (16:-125).

Esta é a essência da mensagem do ISLAM, não está nem nos livros de história nem nos meios de comunicação nem na imaginação de ninguém. 

As únicas fontes do ISLAM são o Alcorão e a Sunnah e para interpretá-los é necessário o conhecimento Teológico e Histórico dos mesmos, ao contrário do fazem os islamófobos e fundamentalistas, interpretando-os a bel-prazer ou convenientemente às suas intenções malignas.

Fonte: www.alfurqan.pt / http://islao.pt .

sexta-feira, setembro 09, 2016

A História Profética: Ismael (paz esteja com ele) O Profeta Muhammad (s.a.w.) foi descendente direto do Profeta Ismael (a.s.)

Prezados Irmãos, 
Saúdo-vos com a saudação do Islão, "Assalam alai-kum", (que a Paz esteja convosco), que representa o sincero esforço dos crentes por estender o amor e a tolerância entre as pessoas, seja qual for o seu idioma, crença ou sociedade.
Eram três pessoas benditas: Abraão (a.s.), a sua esposa Hagar (a.s.) e o seu filho Ismael (a.s.) nos seus braços, que viajavam para partes desconhecidas dos desertos da Arábia. Na realidade a viagem entranhava um mistério.
Uma manhã, Abraão e Hagar chegaram à presença de Sara… O pequeno Ismael gatinhava e sorria a todos. Abraão tinha um porte muito sério. Parecia que ia dizer algo importante. Mais tarde, deu a ordem de viajar. Não puderam dizer nem perguntar nada.
— Porquê? Para onde? — Perguntavam-se.
É óbvio que Abraão não fazia nada por si mesmo. Era uma Ordem Divina. Sara despediu-se …. O pequeno Ismael não compreendia nada ao despedir-se da pri-meira esposa do seu pai.
Passaram os dias e os meses. Os três benditos viajantes passaram por montanhas, dunas, desertos e rios. Por fim, chegaram aos desertos arábicos.
Abraão deixou Ismael sobre as areias do deserto. Olhou profundamente os olhos do seu filho. Ismael sorria apesar do calor abrasador, do Sol e das dunas abrasa-doras. Abraão dificilmente podia suportar a dor de aban-doná-los no deserto. Estava a ponto de romper a chorar. Olhou o seu filho pela última vez e depois, voltou-se e começou a andar.
Hagar estava confusa ao ver Abraão ir. «Onde podia ir? Junto a quem os deixava neste deserto? O que comeriam e beberiam? Quem os protegeria dos ataques dos animais selvagens?»
Hagar correu atrás de Abraão e perguntou:
— Onde vais, deixando-nos aqui?
A pergunta de Hagar desapareceu no vasto espaço do deserto. O Profeta Abraão (a.s.) andava sem olhar para trás. No seu interior desatava-se toda a classe de tempestades emocionais. Hagar continuou a correr atrás dele, deixando o seu filho atrás. Chamou-o outra vez:
— Senhor meu!
De repente calou-se. Compreendeu tudo. Era uma ordem de Deus. Quando Abraão ficou entre a ordem e os seus sentimentos, escolheu a ordem de Deus sem pensar nem um momento. Hagar perguntou outra vez:
— É uma ordem de Deus?
Sim, era uma ordem de Deus. Então, não restava mais alternativa que admiti-lo. Hagar compreendeu os senti-mentos de Abraão e disse para o consolar:
— No caso de ser uma ordem de Deus, sei que Ele está connosco. Podes ir tranquilo. Deus proteger-nos-á aqui!
Ismael olhou para trás, para o seu pai, até que desa-pareceu. Quando compreendeu que o seu pai se tinha ido, começou a chorar. A sua mãe chorava também assim como o seu pai atrás da duna. Os anjos não puderam suportá-lo mais e começaram a chorar. Todas as criaturas choravam pela triste cena... Os céus, a terra, as montanhas...
Abraão abriu as mãos e suplicou a Deus:
— Senhor Meu! Louvado sejas! Vês e ouves tudo no Universo! Deixei a minha família naquele vale árido em que não há nem uma folha verde, próximo da Tua Casa Sagrada. Estou seguro que és Aquele que os protegerá!
Ismael sorriu quando regressou a sua mãe. Hagar apertou o seu filho contra o seu peito. Caíram umas lágrimas sobre a cara luminosa de Ismael.
No deserto, a água é igual à vida e a falta de água é a morte segura. Passados uns dias, a água tinha termi-nado. Ismael começou a chorar de sede. Hagar levan-tou-se e começou a procurar água. Esperava encontrar um oásis no deserto. Viu uma duna mais à frente, a duna de Safa. Subiu a duna e olhou para o horizonte. Procurou uma pessoa, uma árvore ou um poço. Mas não havia nada no horizonte senão a nebulosa do calor. Desceu da duna de Safa e subiu à outra duna, a duna de Marwa. Olhou em seu redor mas os seus esforços para encontrar água foram vãos. Não havia nada senão vastos de areia.
Ismael chorava quando via que a sua mãe corria entre as dunas. Era muito difícil para um menino ficar sem água horas e horas. Mas era uma prova para Ismael. Deus queria que o Seu Mensageiro crescesse nas situa-ções mais difíceis. Sete vezes vagueou entre as duas dunas e por isso, os muçulmanos vão e vêm sete vezes quando realizam a Peregrinação para recordar os sentimentos de Hagar e compreender os suces- sos desse dia.
Hagar estava muito cansada mas continuava a correr. Fazia um calor intenso. Ela chorava muito pelo seu filho, não por si mesma. Quem podia aguentar esta situação?
Os anjos começaram a chorar e suplicaram a Deus, o Misericordioso. Deus contemplava a cena também. Não há nada que permaneça em segredo para Ele.
A compaixão de todas as criaturas é uma gota no mar da Compaixão Divina. É óbvio que havia um segredo neste sucedido. Deus queria que os acontecimentos fos-sem bordados como uma epopeia nas páginas da histó-ria da humanidade. Queria que o ocorrido neste deserto, que estava muito longe da civilização, cor-resse de boca em boca, séculos e séculos. Queria que todo o mundo compreendesse o Milagre Divino. Era uma manifestação do poder de Deus. Quem é mais poderoso que Ele no Céu e na Terra? O mesmo Poder enviaria o Último Profeta, o Profeta dos Profetas (paz e bênçãos de Deus estejam com ele) no futuro.
O Todo-Poderoso enviou o anjo Gabriel à Terra. Quan-do o pequeno Ismael viu Gabriel, esqueceu-se da sede e começou a sorrir. Que belo era o anjo! Ismael chamava Gabriel com a mão; queria brincar com ele. Depois, começou a golpear a terra com os seus pequenos pés.
De repente começou a brotar água de dentro das areias, da terra erma. Era um milagre! Não é Deus o Todo-Poderoso? Hagar tinha voltado junto a seu filho desesperançada, mas quando viu Ismael a brincar com a água, não soube o que fazer. A tristeza converteu-se em alegria, Abraão tinha confiado em Deus e mãe e filho beberam até se fartar. Cercaram a zona, sendo deno-minada, a partir desse momento, como o Poço de Zamzam.
Zamzam levou a vida à zona. Graças à água a erva começou a crescer na areia. Todo o vale se encheu de verdura. Dentro do deserto infernal nasceu um paraíso. Veio muita gente ver a água e a erva; construiu-se ali uma nova sociedade.
Passaram os anos, Ismael cresceu. Tinha treze ou catorze anos. Quando Abraão veio para visitá-los, viu a fecundidade que tinha trazido a água, e deu graças a Deus pelos seus benefícios abundantes. Abraão queria muito o seu filho Ismael, era um menino formoso. Toda a gente sabia que era um jovem decente e muito inteli-gente. Tinha boas qualidades porque era filho de um Profeta.
O nosso querido Profeta, o Profeta dos Profetas, o último Profeta Muhammad (s.a.w.) disse: «Se Deus quer alguém, põe-no à prova. As provas dos Pro-fetas são as mais difíceis».
Agora, Deus preparava uma nova prova para Abraão e seu filho Ismael.
Um dia, pela manhã, Abraão e Ismael davam um passeio. Abraão ia dizer algo muito importante. Contar- -lhe-ia o que tinha sonhado na noite anterior. Tinha uma expressão muito séria. Olhou nos olhos de Ismael e disse:
— Filho meu! Sonhei que tentava sacrificar-te, o que opinas acerca disto?
Que decência tinha o Profeta Abraão! Consultava o seu filho! Ismael sabia que o sonho dos Profetas era um tipo de Revelação. Olhou a cara do seu pai e disse:
— Meu Pai! Faz o que te for ordenado por Deus! Verás, por Deus, que sou paciente entre os pacientes.
Que prova tão difícil! Que obediência tão forte! Era a manifestação da confiança em Deus. Era o preço de ser o Pai dos Profetas.
Pai e filho despediram-se para se verem depois. Não puderam fazer nada senão aceitar a ordem. Quando Is-mael ia para o lugar da referência, Satanás apareceu- -lhe:
— Estás louco? O teu pai vai sacrificar-te!
Quando Ismael viu Satanás, começou a apedrejá-lo e Satanás fugiu dali. Mais tarde, apareceu-lhe outra vez e disse o mesmo. Ismael apedrejou-o de novo. Desde este dia, quando os muçulmanos realizam a Peregri-nação a Meca, apedrejam Satanás de maneira figu-rada. Ele não pode vencer Ismael, foi derrotado e foi embora. Não era possível vencer um Mensageiro de Deus!
Mais tarde, Ismael tinha-se posto contra o solo para o sacrifício. Toda a natureza os olhava; todas as criaturas tinham vontade de saber o que se passaria pouco depois. Viam a manifestação de uma obediência total. Era uma prova muito difícil para ambos. Quando Abraão aproximou a faca ao pescoço de Ismael, ouviu uma voz celestial: «Abraão! Isto prova que tens confiança e fé em Deus! Submeteste-te à Ordem Divina! Sacrifica este carneiro em lugar de Ismael!»
Abraão, Ismael, os anjos no céu e as criaturas na Ter-ra suspiraram de alívio, profundamente. Tinha terminado a Prova Divina e tinha sido superada. Era um dia festivo para todo o Universo. Este dia foi nomeado como a Festa do Sacrifício para os Muçulmanos. Neste dia, os muçulmanos sacrificam cordeiros e carneiros recor-dando a história do Profeta Abraão e seu filho Is-mael.
Passaram os anos, Ismael cresceu e fez-se adulto, casou e teve filhos. A população dos arredores de Zamzam foi aumentando. O povo de Ismael venerava Deus ajudado pelas palavras que tinham aprendido dele.
Um dia, Abraão e Ismael saíram para dar um passeio. Abraão sorria. Deus tinha-lhes mandado construir a Caaba, a Casa Sagrada. Os dois Profetas começaram a trabalhar sem perder tempo. Construíram a Caaba sobre a base que tinha escavado Adão.
A Caaba, coração do mundo. A Caaba, a pupila do Universo. A Caaba, o lugar sagrado onde os anjos no céu e os muçulmanos no mundo realizam a circunva-lação (tawaf) ao seu redor.
Os dois Profetas suplicaram a Deus quando cons-truíram a Caaba: «Senhor Meu! Aceita-o de nós! Tu és Quem tudo ouve, Quem tudo sabe! Senhor Meu! Faz-nos dos que se submetem a Ti e faz de nossos des-cendentes uma comunidade muçulmana que se sub-meta à Tua Divindade, sendo os representantes mais notáveis da obediência ao teu Poder! Envia-lhes um Profeta que lhes leia os Teus versículos! Para que lhes ensine o oculto, os chame ao recto caminho, à pureza! Tu és a única fonte de sabedoria!»
Deus aceitou as suas súplicas e o Profeta Muham-mad (s.a.w.) foi descendente directo do Profeta Ismael (a.s.). Ele foi o Grande Profeta e os seus crentes, o povo da Umma, são os crentes mais fiéis.
Um dia o Nosso Querido Profeta Muhammad (s.a.w.) dirigia umas palavras aos seus discípulos. Quando lhe calhou a vez de falar do Profeta Abraão (a.s.) disse: «Eu sou a súplica do meu pai Abraão; sou o filho de dois sacrifícios».
O primeiro sacrifício era o do Profeta Ismael e o segundo era o do seu pai Abdullah.
Tinham terminado a construção da Caaba. Abraão pensou pôr um sinal no princípio do tawaf. Podia ser um sinal em forma de rocha mas seria diferente das demais rochas da construção. Ismael procurou uma rocha dife-rente nas montanhas mas não pode encontrá-la. Quan-do regressou, viu uma rocha negra levada pelo seu cansado pai:
— O que é isso?
— Hajar al-Aswad, a rocha negra, a rocha sagrada.
— Onde a encontraste?
— Os anjos trouxeram-na do Éden.
Colocaram a Hajar al-Aswad no seu lugar especial, num muro da Caaba.
Desde este dia, os muçulmanos vêm visitar a Meca, realizar o tawaf em redor da Caaba, beijar Hajar al-Aswad. Para além disso, caminham entre as dunas de Safa e Marwa recordando a história de Hagar. Depois, apedrejam Satanás como o Profeta Ismael fez. Ofere-cem sacrifícios, cordeiros e carneiros, para manifes-tar a obediência a Deus. Durante as rezas, voltam os seus rostos para a Caaba e, deste modo, rezam.
Dois anjos falavam, entre eles, no Céu. Falavam do senhor do Universo. O senhor dos senhores estava a ponto de nascer, em Meca, próximo da Caaba, nos arredores do poço de Zamzam. Outro Zamzam que daria vida às almas desertas estava a ponto de nascer. Um dos anjos disse ao outro: «Entendeste o mistério da vinda de Ismael a Meca? O mistério do sacrifício? O mistério da construção da Caaba? Tudo era para ele! Para Muhammad (p.e.c.e.) — o último Profeta de Deus!»..
Quem não pretender continuar a receber estas reflexões, por favor dê essa indicação e retirarei o respectivo endereço desta lista.
Obrigado. Wassalam.
M. Yiossuf Adamgy – 08/09/2016

A História Profética: Ismael (paz esteja com ele) O Profeta Muhammad (s.a.w.) foi descendente direto do Profeta Ismael (a.s.)

Prezados Irmãos, 
Saúdo-vos com a saudação do Islão, "Assalam alai-kum", (que a Paz esteja convosco), que representa o sincero esforço dos crentes por estender o amor e a tolerância entre as pessoas, seja qual for o seu idioma, crença ou sociedade.
Eram três pessoas benditas: Abraão (a.s.), a sua esposa Hagar (a.s.) e o seu filho Ismael (a.s.) nos seus braços, que viajavam para partes desconhecidas dos desertos da Arábia. Na realidade a viagem entranhava um mistério.
Uma manhã, Abraão e Hagar chegaram à presença de Sara… O pequeno Ismael gatinhava e sorria a todos. Abraão tinha um porte muito sério. Parecia que ia dizer algo importante. Mais tarde, deu a ordem de viajar. Não puderam dizer nem perguntar nada.
— Porquê? Para onde? — Perguntavam-se.
É óbvio que Abraão não fazia nada por si mesmo. Era uma Ordem Divina. Sara despediu-se …. O pequeno Ismael não compreendia nada ao despedir-se da pri-meira esposa do seu pai.
Passaram os dias e os meses. Os três benditos viajantes passaram por montanhas, dunas, desertos e rios. Por fim, chegaram aos desertos arábicos.
Abraão deixou Ismael sobre as areias do deserto. Olhou profundamente os olhos do seu filho. Ismael sorria apesar do calor abrasador, do Sol e das dunas abrasa-doras. Abraão dificilmente podia suportar a dor de aban-doná-los no deserto. Estava a ponto de romper a chorar. Olhou o seu filho pela última vez e depois, voltou-se e começou a andar.
Hagar estava confusa ao ver Abraão ir. «Onde podia ir? Junto a quem os deixava neste deserto? O que comeriam e beberiam? Quem os protegeria dos ataques dos animais selvagens?»
Hagar correu atrás de Abraão e perguntou:
— Onde vais, deixando-nos aqui?
A pergunta de Hagar desapareceu no vasto espaço do deserto. O Profeta Abraão (a.s.) andava sem olhar para trás. No seu interior desatava-se toda a classe de tempestades emocionais. Hagar continuou a correr atrás dele, deixando o seu filho atrás. Chamou-o outra vez:
— Senhor meu!
De repente calou-se. Compreendeu tudo. Era uma ordem de Deus. Quando Abraão ficou entre a ordem e os seus sentimentos, escolheu a ordem de Deus sem pensar nem um momento. Hagar perguntou outra vez:
— É uma ordem de Deus?
Sim, era uma ordem de Deus. Então, não restava mais alternativa que admiti-lo. Hagar compreendeu os senti-mentos de Abraão e disse para o consolar:
— No caso de ser uma ordem de Deus, sei que Ele está connosco. Podes ir tranquilo. Deus proteger-nos-á aqui!
Ismael olhou para trás, para o seu pai, até que desa-pareceu. Quando compreendeu que o seu pai se tinha ido, começou a chorar. A sua mãe chorava também assim como o seu pai atrás da duna. Os anjos não puderam suportá-lo mais e começaram a chorar. Todas as criaturas choravam pela triste cena... Os céus, a terra, as montanhas...
Abraão abriu as mãos e suplicou a Deus:
— Senhor Meu! Louvado sejas! Vês e ouves tudo no Universo! Deixei a minha família naquele vale árido em que não há nem uma folha verde, próximo da Tua Casa Sagrada. Estou seguro que és Aquele que os protegerá!
Ismael sorriu quando regressou a sua mãe. Hagar apertou o seu filho contra o seu peito. Caíram umas lágrimas sobre a cara luminosa de Ismael.
No deserto, a água é igual à vida e a falta de água é a morte segura. Passados uns dias, a água tinha termi-nado. Ismael começou a chorar de sede. Hagar levan-tou-se e começou a procurar água. Esperava encontrar um oásis no deserto. Viu uma duna mais à frente, a duna de Safa. Subiu a duna e olhou para o horizonte. Procurou uma pessoa, uma árvore ou um poço. Mas não havia nada no horizonte senão a nebulosa do calor. Desceu da duna de Safa e subiu à outra duna, a duna de Marwa. Olhou em seu redor mas os seus esforços para encontrar água foram vãos. Não havia nada senão vastos de areia.
Ismael chorava quando via que a sua mãe corria entre as dunas. Era muito difícil para um menino ficar sem água horas e horas. Mas era uma prova para Ismael. Deus queria que o Seu Mensageiro crescesse nas situa-ções mais difíceis. Sete vezes vagueou entre as duas dunas e por isso, os muçulmanos vão e vêm sete vezes quando realizam a Peregrinação para recordar os sentimentos de Hagar e compreender os suces- sos desse dia.
Hagar estava muito cansada mas continuava a correr. Fazia um calor intenso. Ela chorava muito pelo seu filho, não por si mesma. Quem podia aguentar esta situação?
Os anjos começaram a chorar e suplicaram a Deus, o Misericordioso. Deus contemplava a cena também. Não há nada que permaneça em segredo para Ele.
A compaixão de todas as criaturas é uma gota no mar da Compaixão Divina. É óbvio que havia um segredo neste sucedido. Deus queria que os acontecimentos fos-sem bordados como uma epopeia nas páginas da histó-ria da humanidade. Queria que o ocorrido neste deserto, que estava muito longe da civilização, cor-resse de boca em boca, séculos e séculos. Queria que todo o mundo compreendesse o Milagre Divino. Era uma manifestação do poder de Deus. Quem é mais poderoso que Ele no Céu e na Terra? O mesmo Poder enviaria o Último Profeta, o Profeta dos Profetas (paz e bênçãos de Deus estejam com ele) no futuro.
O Todo-Poderoso enviou o anjo Gabriel à Terra. Quan-do o pequeno Ismael viu Gabriel, esqueceu-se da sede e começou a sorrir. Que belo era o anjo! Ismael chamava Gabriel com a mão; queria brincar com ele. Depois, começou a golpear a terra com os seus pequenos pés.
De repente começou a brotar água de dentro das areias, da terra erma. Era um milagre! Não é Deus o Todo-Poderoso? Hagar tinha voltado junto a seu filho desesperançada, mas quando viu Ismael a brincar com a água, não soube o que fazer. A tristeza converteu-se em alegria, Abraão tinha confiado em Deus e mãe e filho beberam até se fartar. Cercaram a zona, sendo deno-minada, a partir desse momento, como o Poço de Zamzam.
Zamzam levou a vida à zona. Graças à água a erva começou a crescer na areia. Todo o vale se encheu de verdura. Dentro do deserto infernal nasceu um paraíso. Veio muita gente ver a água e a erva; construiu-se ali uma nova sociedade.
Passaram os anos, Ismael cresceu. Tinha treze ou catorze anos. Quando Abraão veio para visitá-los, viu a fecundidade que tinha trazido a água, e deu graças a Deus pelos seus benefícios abundantes. Abraão queria muito o seu filho Ismael, era um menino formoso. Toda a gente sabia que era um jovem decente e muito inteli-gente. Tinha boas qualidades porque era filho de um Profeta.
O nosso querido Profeta, o Profeta dos Profetas, o último Profeta Muhammad (s.a.w.) disse: «Se Deus quer alguém, põe-no à prova. As provas dos Pro-fetas são as mais difíceis».
Agora, Deus preparava uma nova prova para Abraão e seu filho Ismael.
Um dia, pela manhã, Abraão e Ismael davam um passeio. Abraão ia dizer algo muito importante. Contar- -lhe-ia o que tinha sonhado na noite anterior. Tinha uma expressão muito séria. Olhou nos olhos de Ismael e disse:
— Filho meu! Sonhei que tentava sacrificar-te, o que opinas acerca disto?
Que decência tinha o Profeta Abraão! Consultava o seu filho! Ismael sabia que o sonho dos Profetas era um tipo de Revelação. Olhou a cara do seu pai e disse:
— Meu Pai! Faz o que te for ordenado por Deus! Verás, por Deus, que sou paciente entre os pacientes.
Que prova tão difícil! Que obediência tão forte! Era a manifestação da confiança em Deus. Era o preço de ser o Pai dos Profetas.
Pai e filho despediram-se para se verem depois. Não puderam fazer nada senão aceitar a ordem. Quando Is-mael ia para o lugar da referência, Satanás apareceu- -lhe:
— Estás louco? O teu pai vai sacrificar-te!
Quando Ismael viu Satanás, começou a apedrejá-lo e Satanás fugiu dali. Mais tarde, apareceu-lhe outra vez e disse o mesmo. Ismael apedrejou-o de novo. Desde este dia, quando os muçulmanos realizam a Peregri-nação a Meca, apedrejam Satanás de maneira figu-rada. Ele não pode vencer Ismael, foi derrotado e foi embora. Não era possível vencer um Mensageiro de Deus!
Mais tarde, Ismael tinha-se posto contra o solo para o sacrifício. Toda a natureza os olhava; todas as criaturas tinham vontade de saber o que se passaria pouco depois. Viam a manifestação de uma obediência total. Era uma prova muito difícil para ambos. Quando Abraão aproximou a faca ao pescoço de Ismael, ouviu uma voz celestial: «Abraão! Isto prova que tens confiança e fé em Deus! Submeteste-te à Ordem Divina! Sacrifica este carneiro em lugar de Ismael!»
Abraão, Ismael, os anjos no céu e as criaturas na Ter-ra suspiraram de alívio, profundamente. Tinha terminado a Prova Divina e tinha sido superada. Era um dia festivo para todo o Universo. Este dia foi nomeado como a Festa do Sacrifício para os Muçulmanos. Neste dia, os muçulmanos sacrificam cordeiros e carneiros recor-dando a história do Profeta Abraão e seu filho Is-mael.
Passaram os anos, Ismael cresceu e fez-se adulto, casou e teve filhos. A população dos arredores de Zamzam foi aumentando. O povo de Ismael venerava Deus ajudado pelas palavras que tinham aprendido dele.
Um dia, Abraão e Ismael saíram para dar um passeio. Abraão sorria. Deus tinha-lhes mandado construir a Caaba, a Casa Sagrada. Os dois Profetas começaram a trabalhar sem perder tempo. Construíram a Caaba sobre a base que tinha escavado Adão.
A Caaba, coração do mundo. A Caaba, a pupila do Universo. A Caaba, o lugar sagrado onde os anjos no céu e os muçulmanos no mundo realizam a circunva-lação (tawaf) ao seu redor.
Os dois Profetas suplicaram a Deus quando cons-truíram a Caaba: «Senhor Meu! Aceita-o de nós! Tu és Quem tudo ouve, Quem tudo sabe! Senhor Meu! Faz-nos dos que se submetem a Ti e faz de nossos des-cendentes uma comunidade muçulmana que se sub-meta à Tua Divindade, sendo os representantes mais notáveis da obediência ao teu Poder! Envia-lhes um Profeta que lhes leia os Teus versículos! Para que lhes ensine o oculto, os chame ao recto caminho, à pureza! Tu és a única fonte de sabedoria!»
Deus aceitou as suas súplicas e o Profeta Muham-mad (s.a.w.) foi descendente directo do Profeta Ismael (a.s.). Ele foi o Grande Profeta e os seus crentes, o povo da Umma, são os crentes mais fiéis.
Um dia o Nosso Querido Profeta Muhammad (s.a.w.) dirigia umas palavras aos seus discípulos. Quando lhe calhou a vez de falar do Profeta Abraão (a.s.) disse: «Eu sou a súplica do meu pai Abraão; sou o filho de dois sacrifícios».
O primeiro sacrifício era o do Profeta Ismael e o segundo era o do seu pai Abdullah.
Tinham terminado a construção da Caaba. Abraão pensou pôr um sinal no princípio do tawaf. Podia ser um sinal em forma de rocha mas seria diferente das demais rochas da construção. Ismael procurou uma rocha dife-rente nas montanhas mas não pode encontrá-la. Quan-do regressou, viu uma rocha negra levada pelo seu cansado pai:
— O que é isso?
— Hajar al-Aswad, a rocha negra, a rocha sagrada.
— Onde a encontraste?
— Os anjos trouxeram-na do Éden.
Colocaram a Hajar al-Aswad no seu lugar especial, num muro da Caaba.
Desde este dia, os muçulmanos vêm visitar a Meca, realizar o tawaf em redor da Caaba, beijar Hajar al-Aswad. Para além disso, caminham entre as dunas de Safa e Marwa recordando a história de Hagar. Depois, apedrejam Satanás como o Profeta Ismael fez. Ofere-cem sacrifícios, cordeiros e carneiros, para manifes-tar a obediência a Deus. Durante as rezas, voltam os seus rostos para a Caaba e, deste modo, rezam.
Dois anjos falavam, entre eles, no Céu. Falavam do senhor do Universo. O senhor dos senhores estava a ponto de nascer, em Meca, próximo da Caaba, nos arredores do poço de Zamzam. Outro Zamzam que daria vida às almas desertas estava a ponto de nascer. Um dos anjos disse ao outro: «Entendeste o mistério da vinda de Ismael a Meca? O mistério do sacrifício? O mistério da construção da Caaba? Tudo era para ele! Para Muhammad (p.e.c.e.) — o último Profeta de Deus!»..
Quem não pretender continuar a receber estas reflexões, por favor dê essa indicação e retirarei o respectivo endereço desta lista.
Obrigado. Wassalam.
M. Yiossuf Adamgy – 08/09/2016

terça-feira, agosto 16, 2016

Profeta Muhammad (SAAS) previu antes de sua morte, a divisão do Islam e o surgimento de grupos desagregadores!

Meus queridos irmãos e caros amigos!

Para os muçulmanos que buscam incessantemente o conhecimento já havia a previsão do surgimento de outras facções dentro do islam, inclusive do surgimento de um grupo que iria tentar fortemente desagregar os verdadeiros seguidores do islam! 

O próprio Profeta Muhammad (que a paz esteja com ele) nos advertiu sobre esse e outros grupos que surgiram após à sua morte. Veja a precisão dessa Profecia, embora não seja considerado um hadith sahir (forte).

Nu’aym b. Hammad recorda em seu Kitab al-Fitan (O Livro das Tribulações):"Está relatado sob a autoridade do Imam Ali (Radialahu Anhu) a seguinte narrativa do Rassulollah: “Quando vocês virdes às bandeiras negras permaneça onde vocês estão. Se os identificarem devem permanecer com mãos e pés paralisados. (isto é não se manifestar a favor nem apoiar). Depois disso aparecerá um povo débil a quem nenhuma preocupação será dada. Seus corações serão como fragmentos de ferro (sem nenhum tipo de sentimento humano). Eles são os representantes do Estado (Ashab al-Dawla). Eles não cumprirão pactos ou acordos. Eles irão convidar para a verdade, embora eles não sejam um povo dela. Seus nomes terão alcunhas tais como: [Abu tal e tal], e suas atribuições serão de camponeses. Seus cabelos serão longos como os de mulheres. “Eles permanecerão assim até que eles divirjam entre si, e então Allah SW trará a verdade de onde Ele quiser.”

Em outra tradição muito famosa, em que o Profeta (que a Paz esteja com ele) diz: "No final dos tempos o Judaísmo se dividirá em 71 seitas, O Cristianismo em 72 e o Islam em 73, das quais 72 estarão no erro e uma só correta". Daí os companheiros perguntaram: "Ó Mensageiro de Deus (saas), qual grupo será o correto?" Ele disse: "Aquele que seguir o Alcorão e a minha sunna (meus costumes, meus métodos) e for o grupo majoritário". Não existe nenhuma dúvida que o maior grupo islâmico é o chamado Sunnismo Tradicional (ahlussunnah) também conhecido como o Islam moderado, que combate veementemente o “terrorismo” e ou qualquer outro desvio, que fuja às declarações do Profeta Muhammad (SAWS)

Essas profecias ficam claras de que ninguém está desavisado! Deus Louvado seja jamais puniu alguém sem advertir. E para que isso não passe desapercebido, a primeira revelação do Anjo Gabriel ao Profeta Muhammad SAAS Foi: “LEIA EM NOME DO SEU SENHOR", ou seja, não seja uma Maria vai com as outras, procure instruir-se na verdade. Que Allah SW tenha misericórdia da sua Umah e não nos deixe desamparados Amin!

domingo, agosto 07, 2016

UM SISTEMA JUSTAMENTE EQUILIBRADO

O Isslam é uma religião natural, daí as suas leis não colidirem com a natureza humana. E é por isso que ela (a religião) tem uma atracção para as gerações humanas que vierem até ao Fim do Mundo, de maneira que a Humanidade nunca se sinta limitada na busca das suas soluções no Isslam.

O Isslam nunca descurou a componente ligada às necessidades humanas decorrentes da sua natureza e instinto, o que jamais vai mudar, ainda que decorram séculos ou milénios. A natureza e instinto humanos que o primeiro Homem tinha, continuam sendo os mesmos de hoje, e continuarão para sempre.

O Isslam não negligenciou nem deu liberdade total ao Ser Humano no que respeita ao seu instinto e às exigências naturais. Todavia, definiu limites que têm por objectivo moderar as forças animalescas lactentes no Homem, pois de contrário, se forem deixadas descontroladas podem criar egoísmo, barbárie e derramamento de sangue por todo o lado.

Portanto, o Isslam sempre recomendou o meio-termo, condenando de forma clara e inequívoca o extremismo seja no que for, pois tudo tem um limite já que, quando algo ultrapassa os seus limites, causa estragos.

O Isslam tomou em consideração as qualidades e os instintos animalescos no Homem, não o privando totalmente dos prazeres ao ordenar o ascetismo que faria dele um simples ascético, nem fazendo dele uma simples besta que se entrega inteiramente à satisfação dos seus instintos e paixões causando danos não só a si mesmo, mas também e sobretudo aos outros.

O Criador estabeleceu um sistema justamente equilibrado para a satisfação dessas forças inatas, tomando em consideração os desejos carnais, e ao mesmo tempo impedindo que o Homem se transforme numa besta, num selvagem.

O Isslam nunca defendeu que a pessoa deve passar toda a noite na oração, privando o seu corpo do descanso, que aliás é um direito seu, natural, nem diz que a pessoa deve jejuar toda a vida, enfraquecendo o seu corpo de maneira que não possa cumprir com as suas obrigações e responsabilidades familiares ou sociais, e nem diz que na busca da perfeição espiritual a pessoa se deve abster de casar, tornando-se celibatária aliás, considerou o casamento como uma tradição dos profetas. E disse que nenhuma pessoa tem o direito de fugir da vida e das suas exigências.

O Isslam estabeleceu as regras de como passar a vida, definindo os limites de cada acção, e considerando um acto de desobediência alguém transpor esses limites. Não tolerou as relações ilícitas entre o homem e a mulher, e impôs limites e restrições, pois nisso há benefícios para a Humanidade.

A imposição destas restrições tem por objectivo impedir que o Homem satisfaça as suas necessidades como um animal (besta), podendo sim satisfazê-las dentro dos níveis da nobreza humana estabelecidos pelo Criador para um Homem perfeito, e tomar em consideração esses limites que, caso sejam negligenciados, o Homem sai do grupo dos humanos e fica associado ao grupo dos animais, pois o objectivo da vinda do Ser Humano ao Mundo não se limita ao comer, ao beber, à satisfação das suas paixões, e à procriação, pois os animais irracionais já fazem isso sem quaisquer restrições.

Supondo que o comer, o beber, a satisfação das paixões e a procriação constituem os objectivos da vinda do Ser Humano ao Mundo, então ele reduzir-se-ia ao nível dos animais, e quiçá tornar-se-á mais baixo ainda do que eles, pois sem juízo o prazer que se sente na satisfação dessas necessidades é maior do que com juízo, já que para se sentir o prazer no comer, no beber e no procriar basta o instinto animalesco, não sendo necessário que se tenha capacidade de raciocínio.

Se o objectivo da vida se limitasse a isso, então não seria necessário que fossemos dotados da capacidade de pensar.

O animal, por ser irracional consegue usufruir do máximo de prazer na comida, na bebida e no prazer sexual sem as preocupações do passado, nem o medo do futuro. Mas o juízo do Homem priva-o do prazer ao se recordar das aflições do passado, e das preocupações do futuro.

Por exemplo, um pai que tenha perdido, vítima de morte por acidente ou qualquer outra causa, um filho jovem, sofrerá sempre, até à sua morte este trauma, ao se recordar da perda do seu filho, e por vezes não sentirá prazer na comida só de se lembrar dos momentos em que no passado juntos tomavam as suas refeições.

Um animal não tem preocupações do passado, do presente, nem do futuro, e então nesse aspecto o Homem seria pior que os animais.

Portanto, Deus não nos dotou da faculdade de raciocínio para satisfazer essas necessidades, mas sim para a usarmos nas opções. Cabe agora ao Homem utilizá-la no bem ou no mal, por opção própria e não por ser forçado como o são as outras criaturas.

A recompensa e o castigo que enfrentaremos no Outro Mundo, decorre dessa opção. Se alguém faz um bem é porque o quis fazer, e se faz um mal é porque optou por tal.

[Shk. Aminuddin Muhammad, aos 4 de Agosto de 2016]

segunda-feira, agosto 01, 2016

O ISLAM JÁ NASCEU COM UM CÓDIGO DE DEFESA AO MEIO AMBIENTE

O Islam antes dos ambientalistas estabelecerem regras para o meio ambiente há mais de 1437 anos  ao falar sobre o equilíbrio na criação do universo que não foi criado atoa mas todas as coisas nele criadas são criados devido a uma exata proporção, as regras estabelecidas evitam choque entre as funções de cada elemento neste universo para manter o equilíbrio.

Podemos citar o exemplo da China onde os pássaros comiam 3% da safra do arroz e para impedir esse prejuízo mataram os pássaros, logo apareceu um problema maior, quando as minhocas acabaram consumindo 50% da safra. 

O Islam para preservar o ambiente estabeleceu regras como: "impedir os danos é melhor que trazer benefícios", também não há dano singelo nem recíproco" tais regras impedem os transgressores ao meio ambiente de causar danos. Estabelece a regra de "prevenir contra a corrupção" esta regra impede o ser humano de agredir o meio ambiente. O Profeta Mohamed (SAS) orienta para que as pessoas preservem as fontes hídricas de poluição quando disse: "evitem as três maldições: fazer necessidades nas fontes de água, lugares de passagem de pessoas, e na sombra" e completou "não urine na água parada" o Islam dá orientação para que se preserve a higiene nas residências, disse o profeta(SAS): "Deus é belo e aprecia tudo o que é belo e limpo, então limpem suas casas e jardins".

O Islam estimula as pessoas a plantarem e embelezarem o meio ambiente, disse o profeta (SAS): "todo muçulmano que plante uma planta ou uma muda e vem se alimentar dela uma ave, ser humano ou um animal é considerado uma caridade para ele, e disse também "se vier a acontecer o fim do mundo e na mão de um de vocês tiver uma muda , que a plante se puder". 

Existem três fundamentos básicos nos Islam para a preservação do meio ambiente:

1- o muçulmano deve ser justo e não deve transgredir os limites, deve observar a Deus em qualquer ação seguindo Sua orientação e por tal razão não deve corromper nenhum dos alimentos da natureza, portanto não deve poluir a água, extrapolando no seu consumo, matar um animal sem razão, proteger a terra;

2-o Alcorão veio para organizar os aspectos geral da vida e entre esses aspectos está o meio ambiente, proibindo assim exagero nas medidas para que não haja desequilíbrio;

3- buscar o equilíbrio e respeitar os limites estabelecidos por Deus e não causar danos, disse Deus no Alcorão: : وَلاَ تَعْثَوْا فِي الأَرْضِ مُفْسِدِينَ (85) - "não espalhem na terra a corrupção" ( Surat Hud 85 )

Na Sunnah profética há ênfase sobre o meio ambiente, podemos dividí-la em três grupos:

1-ditos que estimulam a plantação e preservação de árvores, considerando que o plantio é uma obrigação coletiva e para preservar a plantação e as sementes o profeta (SAS) proibiu a coleta antes da época, além de estabelecer garantias financeiras contra danos causados às plantações por animais.

2-Regras relacionadas à caça, onde é proibido a prática a não ser para alimentação, disse o profeta(SAS): "não tome algo vivo como alvo e quem matar um pássaro por brincadeira, ele irá testemunhar contra ele no dia do julgamento final".

3-Regras que estabelecem a quarentena e reservas ambientais, disse o profeta (SAS): "não deve-se apresentar uma pessoa doente a outra sã".(doença contagiosa para evitar uma epidemia). Sabe-se também, que o Islam proibiu em  determinados período do ano matar e assustar animais e cortar e queimar plantações em determinados lugares.

Se há regras para preservar as águas, pássaros, animais e plantas, como alguns ousam a causar danos ao seu semelhantes?

Fonte: Publicado em 28/3/2011 por: Orientado Sheikh Abdu Osman

sábado, julho 30, 2016

O diálogo Inter-religioso

Disse Deus o Altíssimo: "Falai ao próximo com benevolência" Alcorão 2:83. E Disse também: "Convoca (os humanos) à senda do teu Senhor com sabedoria, pela exortação e dialoga com eles com benevolência" Alcorão 16:125 

Disse o profeta Muhammad (S.A.A.S.) : "A boa palavra equivale uma caridade". Existem no Alcorão 527 versículos que falam sobre o diálogo.

As orientações do Alcorão tanto quanto a do profeta Muhammad (S.A.A.S.), são claras quanto o diálogo entre os muçulmanos entre si e entre os não muçulmanos também. Tais orientações reconhecem que os seres humanos podem divergir quanto as suas idéias e mentalidades, isso é natural, e os muçulmanos têm a obrigação moral e religiosa de respeitar as opiniões diferentes e pensamentos diferentes e consideram que os diferentes pensamentos poderão desenvolver melhor o convívio entre as pessoas, uma vez que nós muçulmanos somos proibidos de impor a nossa religião aos demais.

O Islam além de tudo isso, estabelece regras e normas para o diálogo, são elas: 

  • Tenha boa intenção voltada para Deus, e não para alcançar vitória própria; 
  • Escolha o momento adequado; 
  • Tenha conhecimento do assunto do diálogo; 
  • Reconheça que as pessoas não são iguais na compreensão; 
  • Não confisque o tempo da fala e deixe os outros falarem também; 
  • Saiba ouvir e não interrompa quem fala ; 
  • Policie a si mesmo; 
  • Fale de uma forma clara; 
  • Dê exemplos e utilize estórias para aproximar as idéias; 
  • Explore os pontos comuns; 
  • Saiba parar no momento exato, se o diálogo não for frutífero; 
  • Não perca o controle emocional; 
  • Diga não sei, quando não souber; 
  • Reconheça o seu erro; 
  • Não seja radical; 
  • Seja fiel ao assunto do diálogo; 
  • Certifique-se quanto às informações a apresentar; 
  • Respeite o outro lado; 
  • Nem tudo pode ser dito em determinadas situações; 
  • Diferencie entre a ideia e seu portador e não confunda os dois; 
  • Seja justo; 
  • Chame as pessoas pelo melhor nome; 
  • Use argumentos firmes; 
  • A diferença deve trazer amor e não ódio; 
  • Tente chegar num resultado; 
  • Não se irrite; 
  • Não aumente a sua voz mais do que necessário. 

quinta-feira, julho 21, 2016

A tão citada poligamia Islâmica é uma solução para que mais mulheres se casem!

Um grande Sheikh (Líder Religioso Islâmico) foi questionado durante uma palestra nos Estados Unidos, quanto a Poligamia dentro do Islam. A senhorita que fez a pergunta classificou essa possibilidade de “SEXISTA”!
O Sheikh mansamente argumentou essa pergunta não faz parte do contexto da palestra, mas, mesmo assim vou respondê-la.

_____ Toda vez que algum americano (a) fala com um árabe ele pergunta você é da Arábia Saudita? Quantas esposas você tem? Um Sheikh recém chegado da Arábia respondeu, eu tenho apenas uma esposa, embora o Alcorão diz que eu posso me casar até com quatro esposas! Pois bem minha jovem você sabia que hoje nos EUA existem 7,8 milhões de mulheres a mais que os homens? Pois bem, isso significa que se todas as pessoas do sexo masculino casassem sobrariam 7,8 milhões de mulheres solteiras só aqui no seu país! Vamos piorar um pouco esses números. Todo mundo sabe, que por alguma razão nem todos os homens vão se casar (homossexuais, celibatários) ou até por uma convicção mesmo. Estima-se que só os homossexuais chegam a 25 milhões! Então seriam mais 25 milhões de mulheres que ficariam sem maridos!

Têm ainda os prisioneiros, 98% deles são do sexo masculino. Eu posso afirmar, seu problema está se multiplicando.

Então como a última das revelações divinas, o Islam tem que ter solução para todos os problemas, e a Poligamia é a solução para que mais mulheres possam constituir legitimamente um lar. Vocês estão rindo? Pois é, estão rido de vocês mesmas...

Diz Allah SW no Alcorão Sagrado “... podereis desposar duas, três ou quatro das que vos aprouver, entre as mulheres. Mas, se temerdes não poder ser equitativos para com elas, casai, então, com uma só.” (Alcorão 4:3). Mas também o Alcorão é o único dos livros sagrados que usa a expressão “Casa com uma só”.

O Islam é criticado por permitir a poligamia porque a cultura popular no Ocidente vê a poligamia como uma prática relativamente atrasada e empobrecedora. Para muitos cristãos, é uma licença para promiscuidade e feministas a consideram uma violação dos direitos das mulheres e humilhante para as mulheres. Um ponto crucial que precisa ser entendido é que para os muçulmanos os padrões de moralidade não são estabelecidos pelo pensamento ocidental predominante, mas por revelação divina. Deve-se ter em mente alguns fatos simples antes de falar de poligamia no Islam.

O Islam Não Iniciou a Poligamia

O Islam não introduziu a poligamia. Entre todas as nações orientais da antiguidade a poligamia era uma instituição reconhecida. Entre os hindus a poligamia prevaleceu desde os tempos antigos. Não havia, como entre os antigos babilônios, assírios e persas, restrição em relação ao número de esposas que um homem podia ter. Embora Grécia e Roma não fossem sociedades poligâmicas, a concubinagem era a norma[1]. O Islam regulou a poligamia ao limitar o número de esposas e trazer responsabilidade à sua prática. De fato, de acordo com David Murray, um antropólogo, historicamente a poligamia é mais comum que a monogamia.[2]

A Poligamia Praticada por alguns dos Profetas de Deus

Os grandes patriarcas hebreus igualmente reverenciados pelo Judaísmo, Cristianismo e Islam – Abraão, Moisés, Jacó, Davi e Salomão, para mencionar uns poucos –foram polígamos. De acordo com a Bíblia:

Abraão teve três esposas (Gênesis 16:1, 16:3, 25:1)

Moisés teve duas esposas ((Êxodo 2:21, 18:1-6; Números 12:1)

Jacó teve quatro esposas (Gênesis 29:23, 29:28, 30:4, 30:9)

Davi teve pelo menos 18 esposas (1 Samuel 18:27, 25:39-44; 2 Samuel 3:3, 3:4-5, 5:13, 12:7-8, 12:24, 16:21-23)

Salomão teve 700 esposas e 300 concubinas (1 Reis 11:3).[3]

O Alcorão limitou em quatro o número máximo de esposas. No início do Islã aqueles que tinham mais de quatro esposas na época de abraçar a religião tiveram que divorciar as esposas extras. O Islã também reformou a instituição da poligamia ao exigir tratamento igual para todas as esposas. Não é permitido ao muçulmano diferenciar entre suas esposas em relação ao sustento e despesas, tempo dedicado e outras obrigações dos maridos. O Islã não permite que um homem se case com outra mulher se não for justo em seu tratamento. O Profeta Muhammad proibiu a discriminação entre as esposas ou entre os filhos tidos com elas.

Além disso, o casamento e a poligamia no Islã são uma questão de consentimento mútuo. Ninguém pode forçar uma mulher a casar com um homem casado. O Islã simplesmente permite a poligamia, não a força e nem a exige. Uma mulher também pode estipular que o seu marido não se case com outra mulher em seu contrato pré-nupcial. O ponto que é frequentemente mal-compreendido no Ocidente é que as mulheres em outras culturas - especialmente a africana e a islâmica - não necessariamente vêem a poligamia como um sinal de degradação das mulheres. Consequentemente, igualar a poligamia com a degradação das mulheres é um julgamento etnocêntrico de outras sociedades.

Embora vejamos a clara permissibilidade da poligamia no Islã, sua prática real é muito rara nas sociedades muçulmanas. Alguns pesquisadores estimam que não mais de 2% dos homens casados praticam a poligamia. [4] As maiorias dos homens muçulmanos sentem que não podem arcar com as despesas de manter mais de uma família. Mesmo os que são financeiramente capazes de cuidar de famílias adicionais geralmente relutam devido ao peso psicológico de lidar com mais de uma esposa. Pode-se dizer com segurança que o número de casamentos poligâmicos no mundo muçulmano é muito menor que o número de casos extraconjugais no Ocidente[5]. Em outras palavras, contradizendo a noção predominante, os homens no mundo muçulmano hoje são mais estritamente monogâmicos que os homens no mundo ocidental.

FOOTNOTES: 
[1]“Os únicos povos importantes da antiguidade que mostraram poucos ou nenhum traço de poligamia foram os gregos e os romanos. Entretanto, a concubinagem, que pode ser considerada como uma forma superior de poligamia, ou pelo menos como mais próxima da monogamia pura, foi por muitos séculos reconhecida pelos costumes e mesmo pela legislação dessas duas nações.”The Catholic Encyclopedia (Enciclopédia Católica): http://www.newadvent.org/cathen/09693a.htm)
[2]Cheryl Wetzstein, “Traditionalists Fear Same-Sex Unions Legitimize Polygamy (Tradicionalistas Temem que Uniões do Mesmo Sexo Legitimizem a Poligamia,” The Washington Times, 13 de Dezembro de 2000.
[3]Para uma lista detalhada de figuras bíblicas que praticaram a poligamia, visite: (http://www.biblicalpolygamy.com/).
[4]Dr. Jumah al-Kholy, ‘Ta’addud al-Zawjaat wa Hikmatuhu fil Islam,’ (Casamentos Múltiplos no Islã & Sua Sabedoria), Journal of the Islamic University of Medina (Jornal da Universidade Islâmica de Medina), vol. 46, 222-231.
[5]A pesquisa mais recente e conclusiva sobre comportamento sexual mostra que 20% das mulheres e até 35% dos homens foram infiéis aos seus cônjuges em algum momento (Sex in Marriage (Sexo no Casamento), Little, Brown & Co., 1994, pág, 105). Outra pesquisa mostra que o adultério é comum entre cristãos e não cristãos. A revista Christianity Today (Cristianismo Hoje) pesquisou seus assinantes e 23% admitiu ter tido sexo extraconjugal. The Lutheran Church: Missouri Synod (Igreja Luterana: Sínodo de Missouri) (http://old.dcs.lcms.org/family/Content%5Cdoc_articles%5C409.doc)

Fonte: http://www.islamreligion.com/pt/articles/325/introducao-a-poligamia-no-isla/

domingo, julho 10, 2016

Qual é o Propósito da Vida?

Introdução

‘Qual é o significado e propósito da vida?’ Essa é, talvez, a pergunta mais importante que já foi feita. Ao longo dos tempos, filósofos a consideraram a pergunta mais fundamental. Cientistas, historiadores, filósofos, escritores, psicólogos e homens comuns se debateram com a pergunta em algum ponto de suas vidas.
A Razão é um Guia Suficiente?

‘Por que comemos?’ ‘Por que dormimos?’ ‘Por que trabalhamos?’ As respostas que poderíamos obter a essas perguntas seriam semelhantes. ‘Eu como para viver.’ ‘Eu durmo para descansar.’ ‘Eu trabalho para sustentar a mim mesmo e a minha família’ Mas quando se trata de qual é o propósito da vida, as pessoas ficam confusas. Nós vemos sua confusão pelo tipo de respostas que recebemos. Os jovens podem dizer, “Eu vivo pelas bebedeiras e biquínis.” O profissional de idade mediana pode dizer, “Eu vivo para poupar o suficiente para uma aposentadoria confortável.” O homem idoso provavelmente diria, “Eu venho me perguntando por que estou aqui pela maior parte de minha vida. Se existe um propósito, eu já não me importo mais.” E talvez a resposta mais comum seria, “Eu realmente não sei!”

Como, então, você descobre o propósito da vida? Nós temos basicamente duas opções. A primeira é deixar a ‘razão humana’ – a celebrada realização do Iluminismo – nos guiar. Afinal, o Iluminismo nos deu a ciência moderna baseada na observação cuidadosa do mundo natural. Mas os filósofos pós-Iluminismo o descobriram? Camus descreveu a vida como “absurda”; Sartre falou de “angústia, abandono e desespero.” Para esses existencialistas, a vida não tem sentido. Os darwinistas pensavam que o sentido da vida era a reprodução. Will Durant, captando a dificuldade do homem moderno, escreveu: “A fé e a esperança desapareceram; dúvida e desespero estão na ordem do dia... não são nossos lares e nossos tesouros que estão vazios, são nossos ‘corações’.” Quando se trata do sentido da vida, até mesmo os filósofos mais sábios fazem apenas suposições. Will Durant, o filósofo mais destacado do século passado, e o Dr. Hugh Moorhead, um professor de filosofia na Universidade de Illinois, escreveram livros separados intitulados ‘The Meaning of Life’ (‘O Sentido da Vida’, em tradução livre).[1] Eles escreveram para os filósofos, cientistas, escritores, políticos e intelectuais mais conhecidos em sua época no mundo, perguntando a eles: “Qual é o sentido da vida?” Então eles publicaram suas respostas. Alguns apresentaram suas melhores sugestões, alguns admitiram que apenas inventaram um propósito para a vida, e outros foram honestos o suficiente para dizer que não faziam a menor idéia. De fato, vários intelectuais famosos pediram aos autores para escreverem de volta e lhes dizerem se o propósito da vida havia sido descoberto!
Deixem os Céus “Falarem”

Se o filósofo não tem uma resposta definitiva, talvez a resposta possa ser encontrada dentro do coração e mente que possuímos. Você já olhou para o céu aberto em uma noite clara? Você verá um número incalculável de estrelas. Olhe através de um telescópio e você verá galáxias gigantes em espiral, belas nebulosas onde novas estrelas estão sendo formadas, os resquícios de uma explosão antiga de supernova criada no estágio final da morte de uma estrela, os magníficos anéis de Saturno e as luas de Júpiter. É possível não se sentir tocado pela visão dessas incontáveis estrelas no céu noturno brilhando como poeiras de diamante em um leito de veludo negro? Multitudes de estrelas e estrelas, se tornando tão densas que parecem se fundir em delicadas colunas de névoa brilhante. Sua grandeza nos deixa humildes, emociona, inspira o desejo pela investigação, e nos chama à contemplação. Como isso passou a existir? Como somos relacionados e qual o nosso lugar em tudo isso? Podemos ouvir os céus “falarem” conosco?

“Na criação dos céus e da terra e na alternância do dia e da noite há sinais para os sensatos, que mencionam Deus, estando em pé, sentados ou deitados, e meditam na criação dos céus e da terra, dizendo: Ó Senhor nosso, não criaste isto em vão. Glorificado sejas!...” (Alcorão 3: 190-191)

Quando lemos um livro, aceitamos que existe um autor. Quando vemos uma casa, aceitamos que existe um construtor. Ambas as coisas foram feitas com um propósito por aqueles que as fizeram. O projeto, a ordem, e a complexidade do universo e também do mundo ao nosso redor é evidência da existência de uma Inteligência Suprema, um Projetista Perfeito. Todos os corpos celestes são controlados por leis precisa da física. Podem haver leis sem um legislador? O cientista de foguetes Dr. von Braun disse: “As leis naturais do universo são tão precisas que não temos dificuldade em construir uma nave espacial para voar até a lua e cronometrar o vôo com a precisão de uma fração de segundo. Essas leis devem ter sido estabelecidas por alguém.” Paul Davies, um professor de física, conclui que a existência do homem não é um mero acaso do destino. Ele afirma: “Nós fomos planejados para estar aqui.” E ele diz em relação ao universo: “Através do meu trabalho científico, eu passei a acreditar de forma cada vez mais forte que o universo físico foi reunido com uma ingenuidade tão assombrosa que não posso aceitar que seja meramente um fato irracional. Deve haver, me parece, um nível mais profundo de explicação.” O universo, a terra, e as coisas vivas na terra dão testemunho silencioso a um Criador inteligente e poderoso.



Figura 1 Região central da Nebulosa Trífide vista pelo Telescópio Gemini em Mauna Kea na Grande Ilha do Havaí, 5 de Junho, 2002. Localizada na constelação de Sagitário, a bela nebulosa é uma nuvem de gás e poeira onde nascem estrelas. Uma das estrelas massivas no centro da nebulosa nasceram aproximadamente 100.00 anos atrás. A distância entre a nebulosa e o Sistema Solar é considerada em torno de 2.200 a 9.000 anos luz. Imagem cortesia de Gemini Observatory Image/GMOS Commissioning Team.

Se fomos feitos por um Criador, então certamente o Criador deve ter tido uma razão, um propósito, em criar-nos. Portanto, é importante que busquemos saber o propósito de Deus para nossa existência. Após encontrarmos esse propósito, podemos escolher se queremos viver em harmonia com ele. Mas é possível sabermos o que é esperado de nós a partir de nossas próprias conclusões sem qualquer comunicação do Criador? É natural que o próprio Deus nos informasse desse propósito, especialmente se é esperado que o cumpramos.
Alternativa à Especulação: Pergunte a Deus

Isso nos leva à segunda opção: a alternativa à especulação sobre o significado e propósito da vida é a revelação. O caminho mais fácil para descobrir o propósito de uma invenção é perguntar ao inventor. Para descobrir o propósito de sua vida, pergunte a Deus.


O PROPÓSITO DA VIDA (PARTE 2 DE 3): O PONTO DE VISTA ISLÂMICO

O Cristianismo pode Responder a Questão?

No Cristianismo, o significado da vida está enraizado na fé no evangelho de Jesus Cristo, em descobrir Jesus como Salvador. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu único filho, para que aquele que nele crê não pereça mas tenha vida eterna.” Entretanto, a proposição não deixa de apresentar problemas sérios. Primeiro, se esse é o propósito da criação e a pré-condição para vida eterna, por que não foi ensinado pelos profetas de todas as nações do mundo? Segundo, se Deus tivesse se transformado em homem em um período próximo ao de Adão toda a humanidade teria uma chance igual à vida eterna, a menos que aqueles antes do tempo de Jesus tivessem um outro propósito para sua existência! Terceiro, como as pessoas hoje que nunca ouviram falar de Jesus cumprem o propósito cristão da criação? Naturalmente, esse é um propósito muito limitado e vai contra a justiça divina.

A Resposta
O Islã é a resposta para a busca da humanidade por um sentido. O propósito da criação para todos os homens e mulheres de todas as épocas tem sido um: conhecer e adorar Deus.

O Alcorão nos ensina que todo ser humano nasce consciente de Deus,

E de quando o teu Senhor extraiu das entranhas do filhos de Adão os seus descendentes e os fez testemunhar contra si próprios, dizendo: ‘Não é verdade que sou o vosso Senhor?’ Disseram: ‘Sim! Testemunhamo-lo!’ Fizemos isto com o fim de que no Dia da Ressurreição não dissésseis: ‘Não estávamos cientes’. Ou não dissésseis: ‘Anteriormente nossos pais idolatravam, e nós, sua descendência, seguimo-los. Exterminar-nos-ias, acaso pelo que cometeram frívolos?’” (Alcorão 7:172-173)

O Profeta do Islã nos ensina que Deus criou essa necessidade primordial na natureza humana na época em que Adão foi feito. Deus aceitou a aliança de Adão quando Ele o criou. Deus extraiu todos os descendentes de Adão que ainda estavam por nascer, geração após geração, espalhou-os, e aceitou a aliança deles. Ele Se dirigiu às suas almas diretamente, fazendo-os testemunhar que Ele era seu Senhor. Uma vez que Deus fez todos os seres humanos jurarem Sua Divindade quando Ele criou Adão, seu juramento está gravado na alma humana mesmo antes dela entrar no feto, de modo que uma criança nasce com uma crença natural em Deus. Essa crença natural é chamada de fitra, em árabe. Conseqüentemente, toda pessoa carrega a semente da fé em Deus que repousa profundamente soterrada sob camadas de negligência e refreada por condicionamento social. Se uma criança for deixada sozinha, ela crescerá consciente de Deus – um único Criador – mas todas as crianças são afetadas por seu ambiente. O Profeta de Deus disse,

Cada criança nasce em um estado de ‘fitra’, mas seus pais fazem dela um judeu ou um cristão. É como quando um animal dá à luz a uma prole normal. Já notaram algum filhote nascer mutilado antes de o mutilarem?”[1]


Figura 1 A maravilha da vida. Um feto sugando seu polegar.

Assim, da mesma forma que o corpo da criança se submete às leis físicas, estabelecidas por Deus na natureza, sua alma se submete naturalmente ao fato de que Deus é seu Senhor e Criador. Entretanto, seus pais a condicionam a seguir seus próprios estilos de vida, e a criança não é mentalmente capaz de resistir. A religião que a criança segue nesse estágio é a de costume e educação, e Deus não a considera responsável por essa religião. Quando a criança se torna um adulto, ele ou ela deve agora seguir a religião de conhecimento e razão. Como adultas, as pessoas devem se debater entre sua disposição natural a Deus e seus desejos para encontrarem o caminho correto. O chamado do Islã é dirigido a essa natureza primordial, a disposição natural, a gravação de Deus na alma, a fitra, que fez com que a alma de todo ser vivente concordasse que Aquele Que os fez era seu Senhor, mesmo antes dos céus e da terra serem criados,


Eu não criei a humanidade e os gênios exceto para Me adorarem.” (Alcorão 51:56)

De acordo com o Islã, há uma mensagem básica que Deus revelou através de todos os profetas, do tempo de Adão até o último dos profetas, Muhammad, que Deus os exalte. Todos os profetas enviados por Deus vieram com a mesma mensagem essencial:

Em verdade, enviamos para cada povo um mensageiro (com a ordem): ‘Adorai a Deus e evitai falsos deuses!’” (Alcorão 16:36)

Os profetas trouxeram a mesma resposta para a pergunta mais perturbadora da humanidade, uma resposta que se dirige às aspirações da alma por Deus.
O que é Adoração?

Islã’ significa ‘submissão’, e adoração, no Islã, significa ‘submissão obediente à vontade de Deus.’

Todo ser criado se ‘submete’ ao Criador ao seguir as leis físicas criadas por Deus,

“E Seu é tudo que está nos céus e na terra; tudo Lhe obedece.” (Alcorão 30:26)

Eles, entretanto, não são nem recompensados e nem punidos por sua ‘submissão’, porque ela não envolve vontade. Recompensa e punição são para aqueles que adoram a Deus, que se submetem a Lei moral e religiosa de Deus por sua própria vontade. Essa adoração é a essência da mensagem de todos os profetas enviados por Deus à humanidade. Por exemplo, esse entendimento de adoração foi enfaticamente abordado por Jesus Cristo,

“Nenhum daqueles que me chamam ‘Senhor’ entrará no reino de Deus, mas somente aquele que fizer a vontade de meu Pai que está no céu.”

‘Vontade’ significa ‘o que Deus quer que os humanos façam.’ Essa ‘Vontade de Deus’ está contida nas leis divinamente reveladas que os profetas ensinaram a seus seguidores. Conseqüentemente, a obediência à lei divina é a fundação da adoração. Somente quando seres humanos adorarem seu Deus se submetendo a Sua leireligiosa eles poderão ter paz e harmonia em suas vidas e a esperança do paraíso, da mesma forma que o universo segue em harmonia se submetendo às leis físicas estabelecidas por seu Senhor. Quando se remove a esperança do paraíso, se remove o valor e propósito supremos da vida. De outra forma, que diferença faria se vivêssemos uma vida virtuosa ou de vícios? O destino de cada um seria o mesmo de qualquer forma.

O PROPÓSITO DA VIDA (PARTE 3 DE 3): OS FALSOS DEUSES DA MODERNIDADE

Quem Precisa de Adoração?

Deus não precisa de nossa adoração, é a humanidade que precisa adorar Deus. Se ninguém adorasse Deus, isso não diminuiria Sua glória de forma alguma, e se toda a humanidade O adorasse, não acrescentaria nada à Sua glória. Somos nós que precisamos de Deus:

“Não lhes peço sustento algum, nem quero que Me alimentem. Sabei que Deus é o Sustentador por excelência, Potente, Inquebrantabilíssimo.” (Alcorão 51:57-58)

“...sabei que Deus é, por Si, Opulento, enquanto que vós sois pobres...” (Alcorão 47:38)
Como Adorar Deus e Por que

Deus é adorado pela obediência às leis que Ele revelou através dos profetas. Por exemplo, na Bíblia, o Profeta Jesus fez a obediência às leis divinas a chave para o paraíso:

“Se quiserem entrar na vida, mantenham os mandamentos.” (Mateus 19:17) 

Também é relatado na Bíblia que o Profeta Jesus insistiu na obediência estrita aos mandamentos, dizendo: 

“Qualquer, pois, que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no reino dos céus; aquele, porém, que os cumprir e ensinar será chamado grande no reino dos céus.” (Mateus 5:19)

Por que os seres humanos precisam adorar Deus obedecendo as leis divinamente reveladas? A resposta é simples: a obediência à lei divina traz paz nessa vida e salvação na outra.

As leis divinas fornecem aos seres humanos um código claro para guiar toda esfera da vida e interação humanas. Uma vez que apenas o Criador sabe o que é melhor para Sua criação, Suas leis protegem de danos a sociedade e a alma e o corpo humanos. Para que os seres humanos cumpram seu propósito de criação, eles devem adorar Deus obedecendo Seus mandamentos.

Os Falsos Deuses da Modernidade

Deus é Aquele que dá sentido e orientação à vida. Por outro lado, a vida moderna carece de um centro único, uma orientação única, um objetivo único, um propósito único. Não tem princípio ou orientação comum.

Uma vez que o Islã considera um deus como uma entidade a ser servida por amor, profundo respeito e antecipação de recompensa, pode-se dizer que o mundo moderno serve a muitos deuses. Os deuses da modernidade dão sentido e contexto à vida do homem moderno.

Nós vivemos através da linguagem, e nossas palavras e expressões são janelas através das quais olhamos o mundo. Evolução, nacionalismo, feminismo, socialismo, marxismo, e, dependendo de como são empregados, democracia, liberdade e igualdade podem ser listados entre as ideologias indefiníveis dos tempos modernos. “Palavras plásticas,” para tomar emprestado as palavras de Uwe Poersksen, um lingüista alemão, têm sido usadas para usurpar o poder e autoridade de Deus e formar e definir o objetivo da sociedade, ou até da própria humanidade. Essas palavras têm conotações com uma aura de ‘bem-estar’. Palavras indefiníveis se tornam um ideal sem limite. Ao fazer esse ideal sem limite, necessidades ilimitadas são despertadas, e uma vez que essas necessidades são despertadas, elas parecem ser ‘auto-evidentes.’

Como é muito fácil cair no hábito de adorar falsos deuses, as pessoas não têm proteção contra a multiplicidade de deuses que as formas modernas de pensar demandam que elas sirvam. As “palavras plásticas” dão grande poder a esses ‘profetas’ que falam em seu nome, porque eles falam em nome de verdades ‘auto-evidentes’, para que outras pessoas mantenham silêncio. Nós devemos seguir sua autoridade; as autoridades axiomáticas que determinam a Lei para nossa saúde, prosperidade, bem-estar e educação. 

A janela da modernidade através da qual percebemos a realidade hoje é marcada por fissuras, borrões, pontos cegos e filtros. Ela encobre a realidade. E a realidade é que as pessoas não têm necessidade real exceto em relação a Deus. Mas hoje em dia, esses ‘ídolos’ vazios se tornaram os objetos de devoção e adoração das pessoas, como afirma o Alcorão:

“Não tens reparado naquele que toma seus desejos como seu deus?...” (Alcorão 45:23)

Cada uma dessas “palavras plásticas” faz outras palavras parecerem primitivas e desatualizadas. ‘Crentes’ nos ídolos da modernidade estão orgulhosos de adorarem esses deuses; amigos e colegas os consideram iluminados. Aqueles que insistem em se apegar ao “antigo” Deus podem encobrir o embaraço de fazê-lo adorando os novos deuses ‘modernos’ junto com Ele. Obviamente, muitas pessoas que alegam adorar o Deus “à moda antiga” distorcerão Seus ensinamentos nesse evento, para que algo que Ele pareça estar nos dizendo sirva a essas “palavras plásticas.”


A adoração de falsos deuses acarreta a corrupção não apenas dos indivíduos e da sociedade, mas também do mundo natural. Quando as pessoas se recusam a servir e adorar Deus como Ele as pediu para servi-Lo, elas não podem cumprir as funções para as quais Ele as criou. O resultado é que o nosso mundo se torne cada vez mais caótico, assim como o Alcorão nos diz:

A corrupção surgiu na terra e no mar por causa do que as mãos dos humanos lucraram.” (Alcorão 30:41)

A resposta do Islã ao significado e propósito da vida cumpre a necessidade humana fundamental: um retorno a Deus. Entretanto, todos voltarão para Deus querendo ou não, então a questão não é meramente de voltar, mas como voltar. Será em vergonhosas correntes agonizantes a espera de punição, ou em humildade cheia de alegria e gratidão pelo que Deus prometeu? Se você espera pelo segundo tipo de volta, então através do Alcorão e dos ensinamentos do Profeta Muhammad Deus guia as pessoas de volta a Ele de uma forma que assegura sua eterna felicidade.

Fonte: http://www.islamreligion.com/pt/articles/280/viewall/o-proposito-da-vida-parte-1-de-3/